Assessoria
O treinador Antônio Oliveira
O técnico do Cuiabá Antônio Oliveira condenou a confusão que ocorreu no final do jogo contra o Ceará, envolvendo parte da torcida do adversário, na tarde deste domingo (17), em Fortaleza (CE).
Segundo o treinador, o esporte não é local de “violência” e sim de “amor”.
“Isso não é o futebol para mim. Acho que o futebol move multidões, e não é um jogo de violência. [...] Futebol é paixão, amor. É um jogo fantástico, que gera emoções, mas que nunca terá espaço para violência”.
“O futebol deve ser continuamente um esporte de princípios e valores, e não um espaço que vai gerar a frustração das pessoas, onde elas vão depositar toda raiva. Hoje [ontem] é um episódio triste da minha carreira, porque eu não gosto de ver senhores, crianças em pânico, chorando. A violência não pode, em nenhum momento fazer parte do Esporte”, disse.
Em entrevista coletiva realizada após o jogo, o treinador apontou que viveu momentos de pânico quando viu a torcida se enfrentar logo na arquibancada.
“Gerou-se o pânico. Tanto que, se repararem, o jogo ainda esta acontecendo e eu abandonei [o campo]. Eu tenho que proteger a mim e aos meus. Quando cheguei no vestiário tinha um conjunto de mensagens de minha esposa, filhos, meus pais, irmã. E é natural essa preocupação porque estão acompanhando o jogo”, revelou.
Arbitragem
A confusão teve início na arquibancada da Arena Castelão pouco antes do Ceará marcar o gol de empate com o Cuiabá, já nos minutos fnais. A partida foi finalizada logo em seguida, com o placar de 1 x 1.
O treinador do Dourado criticou o árbitro Caio Max Augusto Vieira por um suposto favorecimento ao Ceará. No entanto, ponderou que Caio fez correto ao terminar a partida.
“Não posso agradecer ao Caio [arbitro] pelo trabalho que ele hoje fez. Por que na minha opinião, para minha equipe, não foi satisfatório. Pela ausência de igualdade e critérios. Eu já havia avisado que havia um tumulto antes do gol do adversário”, revelou.
“Mas de qualquer forma agradeço por ter parado a partida e perceber que não havia condições. Ele ajudou a proteger a integridade física de todos nós”, completou.
O jogo terminou aos 49 minutos do segundo tempo, 10 minutos antes do esperado. O arbitro justificou que não havia garantia de segurança e tampouco condições emocionais do jogadores para seguir com o jogo.
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