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Política / CPI DO VLT
12.04.2017 | 17h12
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Wilson retorna à AL e quer mudar pontos de relatório final

Ele negou que irá apresentar um relatório separado, mas, sim, dialogar com presidente da Comissão

Fablicio Rodrigues/ALMT

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O deputado estadual Wilson Santos, que retornou nesta quarta-feira (12) à Assembleia

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

De volta ao Legislativo nesta quarta-feira (12), o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) negou que tenha o objetivo de “patrolar” a votação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa.

 

A acusação foi feita pelo seu colega de parlamento, Oscar Bezerra (PSB), que presidiu a comissão. O relatório, apresentado em outubro do ano passado, pediu o indiciamento do Consórcio VLT e apontou, por exemplo, que houve superfaturamento de R$ 315 milhões nas obras feitas durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

Segundo Wilson, seu retorno será para tomar conhecimento do relatório final, o que segundo ele não ocorreu ainda.

 

Além disso, o parlamentar disse que irá conversar com os membros da Comissão sobre a possibilidade de se mudar alguns pontos do relatório.

 

Vamos dialogar e aquilo que ele me convencer, pode ter certeza, vou sair daqui com a cabeça mudada nesse ponto. Só quero a oportunidade, a chance de esclarecer.

“Estou falando supostamente, porque nunca recebi o relatório. Me parece que o relatório orienta a não continuação da obra. Mas nós vamos defender a continuação, a retomada da obra no caminho que o juiz federal [Ciro de Andrade Arapiraca] nos sugeriu. Há uma sugestão do juiz federal para que haja entendimento das partes e nós vamos ficar com essa orientação”, disse.

 

“Com relação a valores, me parece que a CPI sugere uma economia de R$ 315 milhões. Na negociação, conseguimos uma economia de mais de R$ 550 milhões. E vamos explicar como isso aconteceu. São esses dois pontos”, afirmou.

 

O tucano ressaltou que, como membro suplente, foi convocado por diversas vezes para os encontros de modo a dar quórum às reuniões. Disse que cumpriu a todos os pedidos de Oscar e que espera, agora, a abertura de um diálogo.

 

O tucano afirmou, ainda, que está disposto a não propor nenhuma mudança, caso Oscar assim o convença.

 

“Sempre tive boa relação com ele e não tenho dúvida de que temos portas abertas. Vamos dialogar e aquilo que ele me convencer, pode ter certeza, vou sair daqui com a cabeça mudada nesse ponto. Só quero a oportunidade, a chance de esclarecer. Não há nenhuma afronta”, disse.

 

Conhecimento aprofundado

 

O tucano disse ter mudado de posicionamento em relação ao Consórcio VLT por ter, agora, conhecimento “mais aprofundado” sobre o assunto.

 

À época da CPI, ele chegou a dizer que o processo do VLT foi o “maior roubo da história do Estado”. Chamou de “safadeza” a troca do Bus Rapid Transport (BRT) pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Disse, ainda, que o Consórcio - formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda - estaria “desesperado” com a auditoria da KPMG Consultoria.

 

“Em relação as minhas falas, todas foram públicas, todas ocorreram publicamente na CPI e estão gravadas. Como outras posições que tive e depois mudei quando aprofundei o conhecimento, quando fui estudar com mais cautela, mais cuidado. Às vezes, você dá uma opinião sobre um assunto que você conhece apenas superficialmente. E o que quero nesse período é mostrar um pouco mais profundamente, abrir o diálogo”, afirmou.

 

“Temos, hoje, uma visão muito mais profunda. Quando disse isso, não sabia que várias vezes o Consórcio não avançou com as obras porque o Estado não havia resolvido a questão da desapropriação. Não sabia que o Consórcio trabalhou por oito meses sem receber nada. Hoje, estamos em condições de trazer todas as informações atualizadas, documentos abertos para esclarecer, confrontar alguns números, algumas ideias”, completou.

 

A retomada

 

O Governo do Estado de Mato Grosso chegou a um acordo com o Consórcio VLT Cuiabá e vai pagar R$ 922 milhões para a conclusão integral da implantação do modal.

 

A previsão é de que as obras sejam retomadas em maio deste ano com prazo de conclusão total de 24 meses.

 

Segundo Wilson, caso uma nova licitação fosse feita, a obra ficaria acima de R$ 2 bilhões para sua conclusão.

 

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1 Comentário(s).

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Paul  12.04.17 17h31
A posição do WS é absolutamente coerente. Então, começamos uma ferrovia e depois paramos em função da oposição de conhecidos polítocos? Vamos arrancar os trilhos e vender a unidades? Para quem? Quanto vai custar o desmonte do que já está aí? Quem vai pagar pelo desmonte? Senhores: fazer VLT não o mesmo que fazer viaduto ou pracinha!!!
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