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Política / OPERAÇÃO CARENE FRACA
19.03.2017 | 18h30
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Temer discute operação Carne Fraca no Planalto com ministro Blairo Maggi

Presidente ainda receberá neste domingo (19) ministro do Comércio Exterior, associações de produtores e embaixadores de países que importam carne brasileira.

DO G1

O presidente Michel Temer recebeu neste domingo (19) no Palácio do Planalto o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para discutir a operação Carne Fraca.

Deflagrada pela Polícia Federal na sexta (17), a operação investigou o envolvimento de servidores do governo em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Mais cedo, neste domingo, técnicos do ministério da Agricultura já haviam se reunido com o secretário-executivo da pasta, Eumar Novacki, para juntar as informações necessárias para o encontro de Blairo Maggi e Temer.

Como a Carne Fraca atingiu algumas das maiores empresas brasileiras do setor, o governo passou a trabalhar para reduzir os impactos da operação no mercado.

 
 

Ministério diz que problemas descobertos com ‘Carne Fraca’ são pontuais

Ainda neste domingo, Temer se reunirá com o ministro da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, e com entidades do setor atingido pela operação, entre as quais a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Segundo o Ministério da Agricultura, o objetivo de dessas reuniões é discutir medidas para enfrentar a crise da carne gerada pelas revelações da operação Carne Fraca.

Temer também receberá neste domingo, no Planalto, embaixadores de países que importam a carne brasileira.

Secretário diz que não há risco sanitário

Ao chegar ao Palácio do Planalto neste domingo, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Eduardo Pacifici Rangel, afirmou que, nas avaliações feitas pelo ministério, foi constatado que não há risco sanitário no país.

 

"Não existe risco sanitário medido no primeiro momento nas avaliações que fizemos das principais denúncias feitas pela Justiça. A ideia é que a gente consiga reagir rapidamente para poder tranquilizar a sociedade", disse.

 

 

 

"Todas as informações citadas são preocupantes do ponto de vista de corrupção, mas, do ponto de vista sanitário, estamos tranquilos porque as questões sanitárias apontadas ali não trazem risco para a população nem para a exportação", acrescentou.

Rangel disse ainda que o Brasil elaborará, a partir deste domingo, um comunicado geral para todos os países sobre a qualidade da carne produzida no Brasil e sobre as medidas administrativas tomadas pelo Ministério da Agricultura.

 

Confederação da Agricultura

Também ao chegar ao palácio, o presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), João Martins, afirmou os produtores rurais também foram vítimas das fraudes e é preciso dar satisfação ao povo brasileiro sobre as denúncias. Martins disse ainda que, se o governo for convincente nas explicações, não haverá prejuízo.

Sobre o impacto das denúncias nas exportações, o presidente da CNA afirmou que grande parte da carne brasileira é consumida no próprio país. "80% da produção de carne fica aqui dentro e a nossa população precisa ter a mesma qualidade da carne que é exportada", disse.

 

Entenda a operação

Deflagrada nesta sexta pela Polícia Federal, a Carne Fraca investiga fraudes em carnes produzidas por 21 frigoríficos, vendidas no Brasil e no exterior.

A operação atingiu algumas das principais empresas do setor, como a BRF, que controla a Sadia e a Perdigão, e a JBS, responsável pelas marcas Friboi e Seara. Os grupos garantem a qualidade de seus produtos.

Segundo a Polícia Federal, fiscais do Ministério da Agricultura recebiam propina para liberar licenças sem realizar a fiscalização adequada nos frigoríficos.

A investigação indica que eram utilizadas substâncias químicas para maquiar carne vencida, e que água era injetada nos produtos para aumentar o peso.

 

Até a noite deste sábado (18), a Polícia Federal havia prendido 36 pessoas. Dois suspeitos permaneciam foragidos.

Além das prisões, a Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 1 bilhão das contas bancárias das 46 pessoas investigadas, e o Banco Central informou o bloqueio de pouco mais R$ 2 milhões.

Já o Ministério da Agricultura anunciou que 33 servidores da pasta foram afastados em decorrência da investigação. A pasta também interditou três frigoríficos, localizados em Goiás, Santa Catarina e Paraná.

 

Fonte      http://g1.globo.com/politica/noticia/temer-discute-operacao-carne-fraca-no-planalto-com-ministro-blairo-maggi.ghtml




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