Cuiabá, Quarta-Feira, 12 de Dezembro de 2018
DISCURSO NA ASSEMBLEIA
06.02.2018 | 12h20 Tamanho do texto A- A+

Taques projeta cenário sombrio e propõe fundo contra crise

Governador participou de sessão solene na Assembleia e detalhou números do Executivo

Alair Ribeiro/MidiaNews

O goverandor Pedro Taques, durante sessão solene na Assembleia Legislativa

CAMILA RIBEIRO, DOUGLAS TRIELLI E THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O governador Pedro Taques (PSDB), em discurso na manhã desta terça-feira (6), na Assembleia Legislativa, desenhou um cenário sombrio para as finanças públicas de Mato Grosso nos próximos meses e voltou a insistir no contingenciamento dos recursos destinados aos Poderes e instituições do Estado.

 

Segundo Taques, março será de extrema dificuldade para o Executivo, já que é o mês de vencimento de mais uma parcela de um empréstimo do Estado com o Bank of América, de aproximadamente R$ 150 milhões.

 

“Todos os meses de março e setembro, desde 2015, temos R$ 35 milhões para pagar ao Bank of América e, por mais que não queiramos, precisamos pagar. Desde 2015, estamos tentando renegociar, já que essa dívida pode ser alongada para 30 anos. Seria um sonho”, disse.

 

Peço aos presidentes que precisamos, nesses três meses, continuar a debater o contingenciamento dos duodécimos. Estamos certos que essa é uma das medidas que precisam ser tomadas, porque se não, não será a nossa administração que será chamada de incompetente. Serão todos nós

“Mas temos que fazer o dever de casa. Março está chegando e será um mês escuro. Se não tomarmos medidas logo após o Carnaval, teremos mais que chuvas no mês de março. Teremos outras coisas. Precisamos renegociar essa dívida. Precisamos passar o mês de março”, afirmou o governador.

 

Em um discurso de pouco mais de 15 minutos, Taques disse que todos os Poderes devem dar sua contribuição, sob pena de todos serem tachados como “incompetentes”.  

 

“Peço aos presidentes que precisamos, nesses três meses, continuar a debater o contingenciamento dos duodécimos. Estamos certos que essa é uma das medidas que precisam ser tomadas, porque se não não será a nossa administração que será chamada de incompetente. Serão todos nós”, afirmou.

 

“Quero me reunir com os deputados da base, da oposição, mostrar todos os dados e mostrar os números. O momento que vivemos não é para os fracos, nem para quem quer fazer política eleitoral. É para fazer um pacto para concretizarmos políticas públicas”, disse.

 

“Economizando muito”

 

Ao longo do discurso, o governador também citou uma série de compromissos do Poder Executivo, que vão desde os repasses aos Poderes, além de pagamentos de salários e custeio da máquina.

 

“Nem tudo são flores. O governador se assemelha a um grande diretor de uma grande empresa. Eu administro uma grande empresa, em nome de 58% do povo de Mato Grosso que entendeu que aqui eu deveria estar. Esta empresa visa o lucro do investimento”, afirmou Taques.

 

Ele citou que, depois de retirar os 25% dos repasses aos quais os Municípios têm direito, sobrarão, neste ano, R$ 18 bilhões ao Executivo.

 

“Dos R$ 18 bilhões, retirei R$ 2,5 bilhões que repassamos aos Poderes. Precisamos pagar os 100 mil colaboradores, sendo 30 mil aposentados. Tenho também que pagar a dívida com União. Pagamos R$ 1,1 bilhão, em 2015. Em 2016, foi R$ 1,3 bilhão e R$ 800 milhões, em 2017. Graças a Deus, a Assembleia Legislativa e o entendimento dos Poderes, aprovamos a PEC do Teto dos Gastos. Vamos deixar de pagar R$ 1,2 bilhão para a União”, disse.

 

No que diz respeito ao custeio, Taques apontou uma queda de 33% no gasto, em 2011, frente a 20% no ano de 2018.

 

Vocês não sabem a agonia que é decidir quem será pago e como será

“Quer dizer que estamos economizando e muito. Mas chega momento que não pode cortar combustível das viaturas, não pode deixar de pagar hospital. Já cortamos o que podia cortar”, afirmou.

 

Fechada essa conta, o governador disse que, de cada R$ 100 sobra para Mato Grosso R$ 1,38 para investimentos.

 

“É muito pouco para que possamos fazer ações a que o povo tem direito. Vocês não sabem a agonia que é decidir quem será pago e como será. Vim aqui pedir e dizer que se Mato Grosso entrar em situações piores que estamos, todos sofreremos consequências.  Precisamos criar fundo de estabilização”, disse ele, referindo-se a um mecanismo que permite o Estado a desvincular recursos de determinado setor para serem aplicados em outras despesas, como o pagamento da folha de servidores e duodécimo dos Poderes. 

 

“Quero falar com os deputados, com os presidentes de Poderes, com o Fórum Sindical. Precisamos que todos deem sua contribuição. Sou um homem otimista e que confia nos homens que administram este Estado. Sou um homem de esperança, não o Alexandre O Grande, mas tenho a esperança de que tomaremos as medidas com estes homens e mulheres que estão a frente de Mato Grosso e essas medidas serão consensuais”, concluiu o governador.

 

 




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COMENTÁRIOS
12 Comentário(s).

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Maria  06.02.18 19h58
Não paga o Bank Of America atrasa negocia!
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10
filho  06.02.18 19h52
Passados 3 anos sem saber onde estava e o que fazer na gestão pública, o pseudo gestor Pedro, termina como começou : perdido e jogando a culpa nos servidores. À luta, amigos servidores!
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Thiago  06.02.18 19h48
Passa o bastão então! Agora quer dividir a culpa com os outros Poderes. Falou que a salvação era a PEC do Teto. E ai? A salvação era o FEX. E aí? Isso aí é manobra desse governo. É simples. Se está tão difícil, vaza...
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Luciano   06.02.18 19h03
Silva não roubou nem 10% da dívida que Mato Grosso passou a dever no governo Taques, segundo o ministério público de Mato Grosso e o tribunal de justiça. Como a dívida de Mato Grosso só aumenta e a arrecadação só duplica e não tem dinheiro.
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Augusto  06.02.18 18h49
Ilustre Governador, como ex-procurador da república, Vossa Excelência deveria discutir de todas as formas a famigerada dívida com o "bank of america". Aliás, trata-se de um banco conhecido em meio aos lobistas, como banco de grupos criminosos, a exemplo de muitos outros bancos de trust. Não faz sentido priorizar o pagamento de uma dívida suspeita e deixar o povo ao relento. Corte na carne, no próprio bolso e na própria equipe também.
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