Cuiabá, Quinta-Feira, 13 de Dezembro de 2018
FUNDO
10.10.2018 | 10h05 Tamanho do texto A- A+

Taques não vai reeditar Fethab 2; Mendes terá R$ 450 mi a menos

Nos bastidores, aliados de democrata vêem medida como retaliação; Palácio Paiaguás nega

Alair Ribeiro/MídiaNews

Governador Pedro Taques, que decidiu por manter o fundo

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O governador Pedro Taques (PSDB) confirmou que não irá reeditar a Lei 10.480, que criou o Novo Fundo Estadual de Transporte e Habitação, o chamado Fethab 2.

 

A não-renovação deverá reduzir em R$ 450 milhões a arrecadação de tributos para o ano que vem.

 

Nos bastidores, aliados de Mendes vêem a decisão do governador como uma retaliação ao novo gestor, que vai assumir o Paiaguás ainda sentindo os efeitos da crise de caixa. 

 

O Palácio Paiaguás, no entanto, refuta qualquer retaliação e diz que a medida faz parte de um acordo com o setor produtivo, feito antes da eleição. 

  

"O governador ouviu o setor e fez o compromisso de não mandar outra mensagem para a Assembleia", disse o Gabinete de Comunicação (Gcom) ao MidiaNews, por meio de nota.

 

"Os produtores rurais continuarão ajudando Mato Grosso por meio do 'Fethab 1', criado no Governo Dante de Oliveira. A previsão é de que em 2018 o valor da contribuição seja de R$ 480 milhões", afirmou.

 

Ao todo, o Fethab 2 já arrecadou aproximadamente R$ 900 milhões entre 2017 e 2018, em contribuições do agro. Se o texto não for reeditado, o Fundo deixa de ser cobrado a partir de janeiro.

 

"Em março de 2016, o Supremo Tribunal Federal determinou a volta da cobrança do Funural e em maio deste ano, em razão das greves dos caminhoneiros, foi editada e medida provisória que institui a política de preços mínimos do transporte rodoviário, afetando o setor produtivo", disse, sobre os argumentos do setor produtivo para não continuar com o tributo. 

 

O setor do agronegócio argumenta que seria oneroso demais arcar com o Fethab 2, além do Funrural e do frete mímino.

  

O Fundo

 

Criado em dezembro de 2016, o dinheiro da contribuição adicional do setor produtivo deveria ser todo utilizado para ações na infraestrutura. 

 

A medida foi necessária diante da crise econômica que vivia o País e que afetou as contas do Estado e também diante da necessidade de aumentar os investimentos em ações básicas. 

 

Entidades do setor, no entanto, reclamaram de desvio de finalidade. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e mais 38 sindicatos rurais do Estado chegaram a mover uma ação civil pública para suspender a cobrança. As entidades alegaram estar havendo desvio de finalidade do dinheiro.

 

 

 




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