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Política / VLT POR BRT
12.08.2017 | 13h05
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Taques: “Estamos trabalhando com todas as possibilidades”

Governador admite troca de modal, mas descarta, por ora, consulta popular sobre obras

Alair Ribeiro/MidiaNews

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Vagões do VLT seguem empoeirados em estação em Várzea Grande

DOUGLAS TRIELLI E VINÍCIUS LEMOS
DA REDAÇÃO

O governador Pedro Taques (PSDB) admitiu a possibilidade de trocar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT), após a decisão de suspender as negociações com o consórcio responsável pelas obras por conta da Operação Descarrilho, da Polícia Federal.

 

Segundo Taques, todas as possibilidades serão analisadas pelo Executivo.

 

“Estamos trabalhando com todas as possibilidades”, disse ao responder sobre a possibilidade de troca de modal.

 

“Primeiro precisamos saber o que está acontecendo nas investigações. Não tive acesso às investigações. O Rogério Gallo [procurador-geral], Wilson Santos [Cidades] e Ciro Gonçalves [controlador-geral] estão lendo para saber o que será feito”, afirmou.

 

Apesar disso, o tucano ressaltou que uma nova licitação, por conta da complexidade da obra e do estágio em que se encontra, poderia demorar até três anos.

 

Primeiro precisamos saber o que está acontecendo nas investigações. Não tive acesso às investigações

Com isso, os custos também aumentariam. O Executivo planejava gastar mais R$ 922 milhões com a retomada das obras.

 

“Para fazer outra licitação, uma licitação internacional, demoraria três anos. Vamos aguardar”, disse.

 

Por ora, Taques também descartou consultar a população para decidir o que será feito da obra. A possibilidade foi levantada, esta semana, pelo secretário-chefe da Casa Civil, José Adolpho.

 

“Não estamos pensando nisso ainda, porque temos que buscar o que a Justiça vai decidir”, afirmou.

 

A operação

 

A Operação Descarrilho foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (9), pela Polícia Federal e apura crimes de fraude a procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha e execução da obra do VLT.

 

A operação é resultado de investigação conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela PF.

 

Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Petrópolis, São Paulo e Curitiba, além de um mandado de condução coercitiva na Capital.

 

O ex-secretário da Secopa (Secretaria Extraordinária das Obras da Copa), Maurício Guimarães, foi conduzido à PF para prestar depoimento.

 

A operação foi realizada com base no depoimento do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que confessou que seu grupo político fez um acordo para receber R$ 18 milhões de propina da empreiteira CR Almeida, que integra o consórcio.

 

Há ainda indícios de desvio de recursos por intermédio de sociedades empresariais subcontratadas pelo consórcio.

 

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2 Comentário(s).

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Thiago  14.08.17 08h20
As pesquisas podem ser feitas pela Internet, e a minha Opinião sobre VLT que que venda tudo recupere o asfalto novamente, adicione uma linha de expressos de ônibus onde seria o VLT e replaneje os trajetos. Tenho mais uma: Vende tudo que tem do VLT, recupere o asfalto novamente adicione mais 1 faixa de rolamento pra cada lado. O VLT não vai funcionar em Mato Grosso, Cuiabá não tem planejamento pra isso, Cuiabá não tem educação, como no País onde tiraram essa ideia somente pra roubar, porque foi o que houve, o VLT foi um projeto pensado nisto, e não pra tentarem adequar em uma cidade onde não irá suportar tal projeto, é ridículo uma cidade como Cuiabá ainda não ter uma Central de Sincronismo dos Semáforos uma Central onde os controladores possam aumentar os minutos em horários onde tem transito, onde podem abrir e fechar os sinais quando tem alguma ambulância em atendimento de emergência aqui em Cuiabá é assim quando abre um Semáforo em 200Mts outro fecha, mas pra montar um projeto de monitoramento com câmeras pra aplicar multa isso ta certo né isso é ridículo, será que ninguém sabe montar um projeto onde se de VAZÃO para os veículos, nada mais que REVOLTANTE isso, ninguém ajuda só atrapalha mais e mais.
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Paulo  13.08.17 18h58
Será que dois ônibus (BRT) caberia na mesma via do viadutos feitos para o VLT?
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