Cuiabá, Sexta-Feira, 13 de Fevereiro de 2026
ACUSADO DE FRAUDE
14.11.2018 | 07h23 Tamanho do texto A- A+

Alvo da Polícia Federal, Geller foi o que mais gastou à Câmara

Nelson Barbudo, que foi o mais votado, teve o menor volume de gastos de campanha, segundo o TSE

Alair Ribeiro/MidiaNews

O deputado federal eleito, Neri Geller: maior volume de gastos em campanha

O deputado federal eleito, Neri Geller: maior volume de gastos em campanha

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O ex-ministro da Agricultura, Neri Geller (PP) - preso na última semana sob suspeita de participação em um esquema de proteção aos interesses do grupo JBS, no Governo Federal, em troca de propina - é o deputado federal eleito por Mato Grosso que mais teve gastos na campanha eleitoral deste ano.

 

À Justiça Eleitoral, o político declarou ter contratado despesas que somam pouco mais de R$ 2,4 milhões. Ao fnal da disputa, Geller foi o quarto deputado federal mais votado.

 

Entre as despesas relacionadas por ele, a maior parte refere-se à publicidade por materiais impressos, com as quais foram gastos mais de R$ 735 mil.

 

Consta também, na prestação de contas, R$ 324 mil em despesas com pessoal; R$ 250 mil em serviços prestados por terceiros; R$ 290 mil com atividades de militância; entre outras.

 

Geller também disse que recebeu em doações, o mesmo montante gasto na disputa: R$ 2.441.815,41.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Nelson Barbudo 31-08-2018

O deputado federal eleito, Nelson Barbudo: campanha mais barata

Mais votos, menos gastos

 

Mais votado em Mato Grosso, sendo escolhido por 126.249 eleitores, Nelson Barbudo (PSL) foi o candidato que teve a campanha mais modesta.

 

Assim como Geller, Barbudo disse ter gasto o mesmo valor que recebeu em doações: pouco mais de R$ 331 mil.

 

Entre os gastos declarados por ele estão, por exemplo, R$ 59 mil com publicidade por materiais impressos.

 

Ele listou ainda, despesas com publicidade por adesivos (R$ 27,8 mil); despesas com pessoal (R$ 15,2 mil); correspondências e despesas postais (R$ 7,2 mil), entre outras.

 

No "vermelho"

 

Detentor da última vaga à Câmara, o ex-prefeito de Sinop, Juarez Costa (MDB), declarou à Justiça Eleitoral ter mais gastos do que doações durante a campanha eleitoral.

 

Segundo o político, ele recebeu R$ 401,2 mil, mas contraiu despesas que, juntas, somam R$ 439,3 mil.

 

O mesmo ocorreu com Carlos Bezerra (MDB), que recebeu pouco mais de R$ 1,8 milhão em doações e contraiu mais de R$ 1,9 milhão em despesas.

Disputando a eleição pela primeira vez, Emanuel Pinheiro Primo, o Emanuelzinho (PTB), também finalizou a disputa com mais gastos do que ganhos.

Ele recebeu cerca de R$ 1,6 milhão em doações e contratou R$ 1,8 milhão em despesas. 

 

Veja a relação de gastos e doações dos eleitos:

 

Nelson Barbudo (PSL):

 

Receitas - R$ 331.815,00

 

Despesas - R$ 331.815,00

 

José Medeiros (Podemos):

 

Receitas - R$ 1.565.722,50

 

Despesas - R$ 1.565.722,50

 

Emanuelzinho (PTB)

 

Receitas - R$ 1.671.800,00

 

Despesas - R$ 1.845.266,52

 

Neri Geller (PP)

 

Receitas - R$ 2.441.815,41

 

Despesas - R$ 2.441.815,41

 

Carlos Bezerra (MDB)

 

Receitas - R$ 1.883.972,35

 

Despesas - R$ 1.974.427,05

 

Dr. Leonardo (SD)

 

Receitas - R$ 1.119.617,39

 

Despesas - R$ 1.119.617,39

 

Rosa Neide (PT)

 

Receitas - R$ 849.716,97

 

Despesas - R$ 849.704,52

 

Juarez Costa (MDB)

 

Receitas - R$ 401.288,00

 

Despesas - R$ 439.351,77

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Wilson  14.11.18 09h21
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