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Política / EDIÇÃO EM CUIABÁ
15.04.2018 | 11h00
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Secretário diz que Caravana atendeu mais municípios da oposição

Secretário negou, também, que edição em Cuiabá seja para diminuir rejeição contra governador

Alair Ribeiro/MidiaNews

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O secretário do Gabinete de Assuntos Estratégicos, José Arlindo de Oliveira

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O secretário do Gabinete de Assuntos Estratégicos, José Arlindo de Oliveira, negou que a Caravana da Transformação – programa do Governo que realiza mutirões de cirurgias e oferece serviços de cidadania - tenha caráter eleitoreiro.

 

Em conversa com o MidiaNews, afirmou que o projeto do Executivo atendeu muito mais cidades ligadas a prefeitos de oposição. Nesta segunda-feira (16), por exemplo, o governador Pedro Taques (PSDB) lança a 13ª edição em Cuiabá, do prefeito do MDB, Emanuel Pinheiro.

 

“A ideia desse programa é levar a estrutura do Estado sobre rodas ao interior. Não podemos construir hospitais, delegacias, e tudo que o Estado precisa de imediato, mas estamos lá para minimizar essa situação. Programa de governo é muito da execução de quem ganhou a eleição. Quem tem reclamado é a oposição. Mas a gente faz e criticam. Se não faz, também critica. Então, a gente optou por fazer”, afirmou.

 

“Mas a gente não começou em ano eleitoral. A Caravana começou em 2016, porque conseguimos implementar naquele ano, senão seria antes. A oposição deveria ver que dessas cidades que fizemos, muitas são da própria oposição. Juína, por exemplo, o prefeito é do PT [Altir Peruzzo]. O Alan Kardec, que era do PT, deveria perguntar para o prefeito de Porto Alegre do Norte [Daniel da Itaquerê, do PDT], o que ele acha da caravana.

 

O critério foi absolutamente técnico. Se for fazer levantamento, vai ver que a gente atendeu mais prefeito de oposição

A edição em Cuiabá será a mais longa, e segue do dia 16 a 10 de maio. Além de atendimentos de saúde, a Caravana oferecerá serviços de cidadania entre os dias 23 e 28 de abril.

 

José Arlindo negou que seja uma estratégia para melhorar a imagem do governador Pedro Taques na Capital, onde, segundo recentes pesquisas eleitorais, sua rejeição é maior.

 

“Não consigo enxergar dessa maneira. Pelo contingente populacional, a gente precisa ficar mais tempo. Você pega o contingente populacional que o programa espera atender e divide por dias. Está aí a explicação. Não tem mistério. O critério foi absolutamente técnico. Se for fazer levantamento, vai ver que a gente atendeu mais prefeito de oposição”, afirmou.

 

“Ruim seria se, para contentar a operação, a gente fizesse as cirurgias e fosse embora. E largasse todo mundo ao léu. Não é o caso. Tem o pós-operatório e todo um cuidado para cada paciente. A gente cuida disso de maneira muito profissional”, disse.

 

Ele afirmou que até o momento não há nenhuma notificação judicial contra o projeto.

 

“Até porque é um programa de governo que já tem anos. Pode ser que interpele, pode ser que ela seja acionada. Mas tivemos alguns cuidados. Por exemplo: Não permitimos nenhuma doação. Tudo lá é gratuito e são serviços públicos essenciais que já são prestados pelo Estado. Não tem razão para ser cessado por causa de ano eleitoral”, afirmou.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

José Arlindo de Oliveira 11-04-2018

"Não tem razão para ser cessado por causa de ano eleitoral”

Custo

 

Segundo Arlindo, a escolha dos municípios que a caravana irá se instalar é feito com base em critério. O programa fica em cidades-polo que atende o maior número de “satélites”.

 

Nesta edição, o Governo espera beneficiar moradores de Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal, Barão de Melgaço, Chapada dos Guimarães, Jangada, Nova Brasilândia, Nossa Senhora do Livramento, Planalto da Serra, Poconé, Santo Antônio do Leverger, Rosário Oeste, Nobres.

 

O secretário afirmou, ainda, que cada uma das edições custa, em média, R$ 3,5 milhões (o governador já disse, em outras oportunidades, que a caravana chega a custar R$ 7 milhões).

 

“Nós fizemos um levantamento de todas as caravanas e o custo médio, somando saúde e estrutura, dá em torno de R$ 3,5 milhões por edição. Se for pegar a Caravana de Porto Alegre do Norte, foi de porte pequeno, mas de custo elevado, porque imagina o deslocamento para lá. Então, depende do local que a gente faz. Depende muito das características da cidade-polo”, explicou.

 

“Essa de Cuiabá seria a mais barata por conta da estrutura. Mas, como vamos ficar mais tempo, vai ficar quase no mesmo valor. Mas toda parte da estrutura da Arena Pantanal que vamos usar vai aliviar muito o custo”, disse.

 

Ao todo, a Caravana em Cuiabá espera atender até 100 mil pessoas e fazer mais de 15 mil cirurgias de catarata. Ao todo, já foram 45 mil cirurgias. o programa oferece, ainda, outros 70 serviços de cidadania.

 

A última edição do projeto no atual mandato de Taques deve ser realizada em Sinop, comandado pela prefeita Rosana Martinelli (PR).

 

“A nossa pretensão é terminar fazendo em Sinop, cuja prefeita também é da oposição. Mas estamos vendo de fazer após o pleito eleitoral. Até para não ter polêmica”, completou.




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4 Comentário(s).

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KELVIN   15.04.18 22h04
Sr secretário, sugiro que leia novamente a Constituição Federal. Em resumo o direito de saúde é para todos (inclusive para os opositores) a saúde é direito gratuido, seguindo princípio da Universalidade. Ainda, afirmo que o Governo vem fazendo um grande trabalho, assim como a Constituição o determina.
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Maria   15.04.18 13h55
Avê! Já querem separar os eleitores para atenderem? Está nas entrelinhas... Senti isso...
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Cristiane   15.04.18 13h44
Vcs conseguem chegar ao ápice do ridículo
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Renata  15.04.18 13h38
Este Secretario deve entender Q um governador deve governar para toda a população de seu Estado e não somente em quem votou nele! Que aberração meu Deus!
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