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Política / EFEITO INDIGESTO
20.03.2017 | 17h42
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"Se países barrarem importação de carne, seria um desastre"

Ministro da Agricultura afirmou nesta segunda-feira que reação do mercado já era esperada

Marcus Mesquita/MidiaNews

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O ministro da Agricultura, Blairo Maggi: reação "entro do esperado"

DO UOL

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PMDB), afirmou nesta segunda-feira (20) que a reação dos países após a operação Carne Fraca veio dentro do esperado.

 

Segundo ele, "é natural" que os importadores de carne do Brasil peçam mais informações sobre a qualidade dos produtos.

A Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, revelou um esquema de pagamento de propina a fiscais agropecuários para liberar carnes adulteradas sem fiscalização.

 

Segundo a PF, empresas teriam substâncias para "mascarar" a aparência de carnes podres, utilizado carne estragada e papelão na composição de salsichas e linguiças, cometido irregularidades na rotulagem e na refrigeração das peças e usado em frangos mais água que o permitido em frangos.

A China suspendeu a entrada de carne brasileira no país até o Brasil prestar esclarecimentos. A Coreia do Sul também afirmou que vai intensificar as fiscalizações de carne de frango importada do Brasil e banir temporariamente as vendas de produtos de frango da BRF, dona da Sadia e da Perdigão e maior produtora de carne de frango do mundo.

 

A Comissão Europeia disse que todas as empresas envolvidas no escândalo de carne terão acesso negado ao mercado da União Europeia.

O Chile também anunciou a suspensão das importações de carne brasileira. Maggi disse que ainda não sabe se o Chile está barrando apenas as 21 unidades sob investigação ou todas as importações de carne do Brasil. Caso isso aconteça, o ministro disse que o país pode reagir.

"Publicamos no nosso site para quais países foram mandados esses produtos. É natural que os países peçam informação", disse. A lista inclui mais de 30 países para os quais os produtos com origem nos frigoríficos investigados foram exportados.

"Nós mesmos faríamos isso aqui no Brasil [se o caso ocorresse em outro país]", disse o ministro. "Mas espero que isso esteja circunscrito aos 21 [estabelecimentos sob suspeita]", afirmou.

"Desastre"


Caso os países que já sinalizaram restrições à carne brasileira suspendam as importações, isso representaria um "desastre", segundo o ministro.

"Com toda certeza [seria] um desastre", disse. "Eu torço para que isso não aconteça."

Segundo o ministro, a prioridade do governo neste momento é responder com rapidez a todos os questionamentos de governos estrangeiros sobre a qualidade dos produtos nacionais.

"No mercado externo temos que correr, porque não podemos permitir o fechamento. No momento que há o fechamento de um mercado desse, para você reabrir são muitos anos de trabalho", disse.




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3 Comentário(s).

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dimas  21.03.17 08h48
O ministro esta no seu direito de criticar a PF, só que se esqueceu que é o chefe de um ministério que tambem tem a função de fiscalizar a conduta dos frigorificos, e durante 2 anos de investigação da PF, o ministerio da agricultura não detectou nenhuma irregularidade das que a PF vinha investigando. e o ministerio da saúde ?
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jose murtinho  21.03.17 07h04
O sindicato dos fiscais agropecuários informou, em entrevista, que denuncia a situação irregular (corrupção) há 10 anos. Por quê não tomou providência antes? Os chefes estaduais são indicados por políticos. Por quê não tomou providência antes? Agora vem culpar quem investiga. Oras....
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Davi  20.03.17 21h39
Quero expressar meu agradecimento à Polícia Federal pela atuação na Operação Carne Fraca. O Delegado cumpriu o seu papel ao dar publicidade de um caso grave de interesse público. O Ministro da Agricultura deveria ter se ocupado de fiscalizar melhor seus próprios agentes (MAPA) e a produção de alimentos. Afinal não foi o Delegado que usou carne podre camuflada por aditivos, entre outras irregularidades. Aberração é uma empresa do ramo alimentar procurar intensificar ainda mais o seu lucro (não bastasse a formação de cartel) usando esse tipo de expediente, colocando em risco a saúde da população. Estou aqui aguardando o Ministro tratar com o mesmo rigor que tratou ao Delegado, aos indiciados na Operação.
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