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Política / PENDÊNCIAS JUDICIAIS
28.04.2010 | 10h34
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Presidente da Agecopa responde a 53 ações na Justiça

Processos são individuais e da empresa Agropecuária Sachetti S/A, grupo pertencente à família

Divulgação

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O presidente da Agecopa, Adilton Sachetti: recorde em ações judiciais

BRUNO GARCIA
DA REDAÇÃO

O presidente da Agecopa, Adilton Sachetti, responde a 53 ações na Justiça de Mato Grosso. Os processos tramitam nas comarcas de Cuiabá, Rondonópolis, Itiquira e Sapezal e se referem tanto a questões pessoais quanto a problemas relacionados ao seu grupo empresarial, a Agropecuária Sachetti S/A.

Através de consulta ao Tribunal de Justiça, verifica-se que, pelo menos, 21 ações dizem respeito, exclusivamente, ao presidente da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal. A Agecopa é responsável pelo planejamento e execução dos projetos do Governo destinados à realização da Copa do Mundo do Pantanal. A estimativa é que a agência administre um montante de R$ 3 bilhões em investimentos. Só do Governo de Mato Grosso já estão assegurado R$ 1 bilhão até 2014.

Entre as ações individuais, Adilton Sachetti, que foi prefeito de Rondonópolis entre 2005 e 2008, responde por estelionato, execução de títulos, ação civil pública, ação popular, reclamação trabalhista e dano moral. O processo por estelionato (nº 178/2009), por exemplo, foi movido no ano passado pelo Banco Industrial e Comercial S/A - Bic Banco e tramita na 3ª Vara Criminal de Rondonópolis. A pena para o crime é de um a cinco anos de reclusão e multa.

Uma das ações trabalhistas é a de número 84/2010, movida por Valéria Mendes Ferreira contra Sachetti e a Prefeitura de Rondonópolis. A ação tramita na 1ª Vara de Fazenda Pública. Há também uma Ação Popular, na Vara da Fazenda, sob número 261/2006, movida por Renato José de Almeida Costa.

O Ministério Público Estadual propôs duas Ações Civis Públicas contra Sachetti e o Município de Rondonópolis, que resultaram nos processos de números 170/2007 (na 2ª Vara da Fazenda Pública, juíza Maria Mazarelo Farias Pinto) e 61/2009 (na 1ª Vara da Fazenda Pública, juiz Valdir de Almeida Muchagata).

Ainda na comarca de Rondonópolis, Sachetti e a coligação pela qual se elegeu em 2004 são acusados de uso indevido de imagem, em ação proposta por Maria Aparecida Proença, Maria Lucia Proença, Maria da Conceição Cunha, Marilucia dos Santos e Vera Lucia Francisca Brito. O processo, de número 208/2004, tramita na 1ª Vara Cível, sob responsabilidade do juiz Luiz Antonio Sari.

Adilton Sachetti também responde por dano moral e estético, no processo 265/2002, que corre na 1ª Vara Cível de Rondonópolis, proposto por Rui Barbosa Dias. Além disso, existe o processo 550/2008, na 6ª Vara Cível (Infância e Juventude), com a juíza Maria das Graças Gomes da Costa, no qual Pedro de Souza Neto pede indenização.

Multinacionais

Já os processos empresariais são da Agropecuária Sachetti S.A., administrada pela família e presidido por Adilton, até meados de 2004. Atualmente, Tarcísio Sachetti responde pela presidência do grupo. A maioria das ações está relacionada à cobrança de dívidas feitas junto a instituições financeiras e empresas multinacionais do ramo do agronegócio.

Entre as instituições financeiras que processam Adilton Sachetti e seu grupo empresarial estão Unibanco, Banco Santander, Banco Rural, Banco CNH Capital e Banco Bamerindus do Brasil S/A.

Já entre as multinacionais do segmento do agronegócio que acionaram a Agropecuária Sachetti estão Bunge Fertilizantes S/A, Iharabras S/A Indústrias Químicas, Microquímica Indústrias Químicas Ltda., Chemtura Indústria Química do Brasil Ltda., Fertilizantes Heringer S/A, Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., e Milenia Agro Ciências S/A.

Também acionaram a empresa do presidente da Agecopa a Syngenta Seeds Ltda., a Monsanto do Brasil Ltda., a Sipcam Agro S/A, a Du Pont do Brasil S/A., a MDM Sementes de Algodão Ltda., a Esnopas Sondagens e Fundações Ltda. e a Oxigênio Cuiabá Ltda.

Comarcas

Na comarca de Itiquira, Adilton Sachetti enfrenta três processos, sob número 327/2009, de busca e apreensão em alienação fiduciária, proposta pelo Banco CNH Capital S/A; processo 91/2009, onde a comarca de São Paulo, 9ª Vara Cível Central, pede penhora depósito e intimação contra Sachetti, em favor da empresa Cheminova Brasil Ltda. Há, ainda, o processo 288/2006, movido pela Fazenda Pública Estadual.

Em Sapezal, existe um processo contra Adilton Sachetti, de número 266/2005, com o juiz Almir Barbosa Santos. A ação foi proposta por Sebastião Silva de Menezes. Nele é pedido o cumprimento de sentença.

Na Capital, tramita na 2ª Vara Especializada Direito Bancário, com a juíza Rita Soraya Tolentino de Barros, o processo 753/2008 onde o Banco Industrial e Comercial S/A move ação contra Sachetti.

Outro lado

A reportagem tentou falar ontem, por várias vezes, com o presidente da Agecopa, Adilton Sachetti. Ele não atendeu às ligações, feitas para dois números de celular, e não retornou os recados deixados. O assessor de imprensa da Agecopa, Eduardo Ricci, também foi contatado.

Um dos irmãos de Adilton, Moisés Sachetti, foi contatado ontem à noite, e disse que quem poderia falar sobre as ações envolvendo a empresa era Tarcísio Sachetti, também irmão de Adilton.

Em contato por telefone, hoje pela manhã, Tarcísio afirmou que o contexto econômico e as dificuldades do setor produtivo dos anos de 2005 e 2006 foram os principais responsáveis pelos problemas pendentes na Justiça. "Foi a maior seca da história de Mato Grosso que resultou na baixa produtividade. Além disso, houve problema com o câmbio do dólar. Isso afetou todo o setor produtivo", afirmou.

Ele ressaltou que grande parte das ações está sendo renegociada. "Não estamos fugindo da responsabilidade. Todas as questões se devem ao fato de não concordarmos com os valores cobrados. Estamos discutindo caso a caso e muitos processos já estão em fase adiantada de negociação", afirmou Tarcísio.

O empresário também disse que a prioridade, na hora de honrar os compromissos, foram as questões trabalhistas, relacionadas aos funcionários do grupo, e os impostos. "Foi uma linha correta de ação. O que ficou para trás foram as grandes contas das multinacionais", afirmou.

A reportagem pediu a Tarcísio que indicasse um advogado da empresa para falar sobre o assunto, mas ele achou desnecessário.




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28 Comentário(s).

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osmair josé  01.05.10 21h29
Âs mesmas pessoas q acusaram Dante da mentirosa e leviana Caixa Preta; hoje respondem por peculato favorecimento, e ourros tipos de crimes com provas e tudo.Secretarios são presos, outros afastados , outros se demitem.Este é um triste e melancólico fim para os q se diziam diferentes e os criadores do Mato grosso. Já vão tarde!
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Fabiane Lucas Sartoni  29.04.10 13h14
MEU DEUS ME BELISCA PRA VE SE ENTENDI DIREITO...
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MARCOS JORGE  29.04.10 11h58
Assim como esse "empresário" tem outros por aí que se este fosse um País sério (só PPP cumprem a lei nesse país), mesmo vendendo tudo que tem, inclusive, a família, ainda assim continuariam devendo. É simples, o PASSIVO é muito MAIOR que o ativo.
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valdomiro augusto costa  29.04.10 11h22
como matogrossense isso para mim não é novidade nenhuma, nos ultimos 15 anos mato grosso é o ninho de tudo que não presta exemplo sanguessuca, jogo do bicho, mafia do sangue, judiciario manchado pela currupção, paceana, mafia de desvio do pac enfin tantas outras não citadas, isso é um pessimo retrospecto para um estado tão promissor onde tem gentes de toda federal brasileira, mais fazer o que quem sabe um dia isso tudo muda.
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Carlos Santos  29.04.10 09h58
Tem nada não, Sachetti foi indicado pelo Blairo Maggi que tem total liberdade de fazer o que quer sem o menor risco nem de ser interpelado. Blairo é íntegro, só trabalha com pessoas idôneas, honestas.
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