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Política / CAIXA VAZIO
14.02.2018 | 17h00
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Para comprar dívida de MT, Banco Mundial veta RGA a servidores

Informação foi confirmada pelo secretário de Fazenda Rogério Gallo, que tenta renegociar débito

Alair Ribeiro/MidiaNews

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O secretário Rogério Gallo, que tenta negociar a venda de dívida com banco internacional

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O Banco Mundial condicionou a compra de uma dívida internacional de Mato Grosso à não-concessão da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos do Estado, neste ano.

 

Nos últimos meses, o Governo tem tido dificuldades em realizar os pagamentos semestrais da dívida contraída junto ao Bank of America. Em março, vence uma nova parcela, de aproximadamente R$ 150 milhões.

 

A ideia é que o Banco Mundial assuma essa dívida e renegocie o pagamento com o Poder Executivo, diminuindo a taxa de juros e alongando o prazo para quitação.

 

Essa tratativa vem sendo realizada há algum tempo e o Banco Mundial já apontou que o não-pagamento da RGA é uma das medidas que precisam ser adotadas pelo Governo.

 

RGA é algo sobre o qual temos que dialogar e apresentar uma solução. Não vou adiantar nenhuma medida, mas de fato é algo que foi apontado pelo Banco Mundial

A informação foi confirmada pelo secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo.

 

“O Banco Mundial olhou o cenário de Mato Grosso, apresentou o diagnóstico da situação fiscal e apontou um conjunto de medidas como condição obrigatória para que a dívida dolarizada seja comprada a taxas menores e com alongamento. No momento de crise, é tudo que nós precisamos”, disse o secretário.

 

“RGA é algo sobre o qual temos que dialogar e apresentar uma solução. Não vou adiantar nenhuma medida, mas de fato é algo que foi apontado pelo Banco Mundial”, acrescentou Gallo.

 

Segundo o secretário, o Executivo vive hoje um quadro fiscal de muita dificuldade e qualquer incremento nas despesas obrigatórias corre o risco de não ser honrado.

 

“O Estado tem hoje uma condição de pagamento absolutamente fragilizada e vulnerável. Qualquer aumento, qualquer pressão sobre despesas obrigatórias, não teremos condição e nem capacidade para honrar”, afirmou ele.

 

Apesar de ter antecipado a possibilidade de não-concessão da RGA, o secretário afirmou que o assunto ainda será debatido com o Fórum Sindical, entidade que reúne sindicatos do funcionalismo público.

 

Outras medidas

 

Ainda de acordo com o secretário, outras condicionantes feitas pelo Banco Mundial podem atingir também outros Poderes do Estado e segmentos como o do agronegócio.

 

“Há um conjunto de medidas que atinge todos os setores. Certamente, os Podres, a classe dos funcionários públicos, o setor produtivo... E [o Banco Mundial] menciona a necessidade de criação de um fundo de estabilização fiscal”, afirmou Gallo.

 

“São medidas que serão detalhadas de agora para frente, discutidas com os setores. Certamente, encaminharemos para Assembleia Legislativa aquilo que depender de lei  ou adotaremos no Executivo aquilo que depender apenas de decisão do governador. Isso será apresentado a cada um dos setores e seus representantes”, concluiu o secretário.

 

 




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18 Comentário(s).

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Isolina Dias  15.02.18 21h12
engraçado que só os servidores do executivo tem que pagar tudo sobre a questão sobre o RGA, previdência. Onde estão os do Legislativo ,Judiciário, mais poderes fora da Constituição Federal que em Mato Grosso foram criados MP, TCE, e outras várias Empresas criadas para desviar mais di heiro público, esses últimos podem ter além do salário altíssimo muitas vantagens que chega a ser até imoral diante daqueles que seguer ganha um salário mímico vigente no País. Por exemplo só auxílio moradia é 6 vezes o salário mínimo ou aproximado. Sem falar de vários outros benefícios é vergonhoso. OsAgronegocios sempre também são previlegiado com isenção de impostos e os verdadeiros trabalhadores são cada vez mais exprimindo para pagar os impostos e taxas públicas. O sistema financeiro nem se fala cada vez mais apropriando dos menos favorecidos. No final do mês quando recebe no mês subsequente não tem mais nada a receber. Viver como? se conseguir sobreviver já é alguma coisa.
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Escalzile Brandao   15.02.18 13h53
Não entendi..!! Mas o dinheiro e pra nós pagar( servidores) e não servir aos problemas do Estado...e direito líquido e certo do Revisor.... .....
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Funcionário Público  15.02.18 09h35
Funcionário Público, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
Walter  15.02.18 09h10
Não precisa pegar empréstimo nenhum. Basta aumentar os impostos no lombo dos Mato-Grossenses. ICMS de 30% na conta de luz é muito baixo. Os servidores merecemos esses gordos aumentos ano após anos. Quem discordar é golpista.
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Cuiabano  15.02.18 09h00
Cuiabano, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
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