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Política / EFEITO DESCARRILHO
09.08.2017 | 15h18
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Oscar diz que Taques foi "abençoado"; oposição pede rescisão

Deputados estaduais repercutiram ação deflagrada nesta quarta pela Polícia Federal

Alair Ribeiro/MidiaNews

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Os deputados Oscar Bezerra, Dilmar Dal'Bosco e Janaina Riva

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

A deflagração da Operação Descarrilho, da Polícia Federal, que apura fraudes durante a escolha e execução da obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), tomou conta das discussões da sessão matutina desta quarta-feira (09), da Assembleia Legislativa.

 

Membros da base governista e de oposição defenderam posições distintas quanto à retomada das obras do modal.

 

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa, deputado Oscar Bezerra (PSB), afirmou que o Governo do Estado está sendo “abençoado” pela PF.

 

Membro dos governistas, Oscar acredita que seria um erro da gestão do governador Pedro Taques (PSDB) dar continuidade ao projeto com o atual consórcio sob o comando.

 

“Eu acredito que o governador Pedro Taques está sendo, de certa forma, abençoado com essa operação. Mais uma vez o sinal está batendo à porta com relação ao VLT. A operação da PF de hoje mostra que o que tínhamos falado está se concretizando. Não é bola de cristal, mas tem coisas que são perceptíveis”, disse Oscar.

 

“Quando o MPE e MPF sinalizaram que não tinha como tocar a obra com essa empresa, o Governo insistiu na continuação. Eu já alertei que a continuação com essa empresa será um aval das falcatruas do passado. Então, fica o alerta ao Palácio: vamos acabar de vez com essa negociação”, afirmou.

 

Já a deputada de oposição Janaina Riva (PMDB) disse que a operação veio em um bom momento, já que o Executivo estava prestes a assinar o acordo de retomada das obras.

 

Já alertei de que a continuação com essa empresa será um aval das falcatruas do passado. Então, fica o alerta ao Palácio, vamos acabar de vez com essa negociação

“É exatamente o que vínhamos pregando, ao contrário do que dizia o secretário Wilson Santos [Cidades]. Não somos contra o VLT, mas, sim, contra esse consórcio, agora comprovadamente corrupto. O próprio Wilson dizia que o Consórcio era corrupto, mas, milagrosamente, mudou de ideia”, disse.

 

O deputado Leonardo Albuquerque (PSD) defendeu o secretário Wilson Santos (PSDB). Disse que o desejo do gestor era, na verdade, concluir as obras do modal. Ele defendeu o tucano das sugestões da deputada de oposição de que haveria algum ato irregular nas negociações.

 

“O deputado Wilson, na ansiedade de que as obras terminem ainda enquanto ele for secretário, às vezes, tenta acelerar o processo. De forma alguma há intenção de se manter o ilícito. Se a Justiça toma este passo, ótimo. O melhor detergente é a luz do sol”, afirmou.

 

Ações do governo passado

 

O líder do Governo na Assembleia, Dilmar Dal’Bosco (DEM), disse que o Executivo está tranquilo em relação a operação. Segundo ele, toda a investigação está relacionada à gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

 

Em conversa com a imprensa, em seguida, disse que é preciso estudar a abrangência da operação para saber se irá comprometer a retomada das obras.

 

“O Governo tem que fazer uma análise. Repensar, talvez. Até porque tudo o que estávamos buscando é para economizar recursos financeiros. A obra está paralisada em uma situação, mas daqui para frente será responsabilidade do atual Governo se caso seja retomada. Então, é preciso cautela”, disse.

 

A operação

 

O Ministério Público Federal (MPF/MT) obteve decisão judicial favorável ao levantamento do sigilo das peças processuais relacionadas à Operação Descarrilho, deflagrada pela PF nesta quarta-feira (9) e que apura fraudes durante a escolha e execução da obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande.

 

Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e em outros quatro Estados, além de um mandado de condução coercitiva na Capital.

 

O ex-secretário da Secopa (Secretaria Extraordinária das Obras da Copa), Maurício Guimarães, foi conduzido à PF para prestar depoimento.

 

Entre as empresas alvo dos mandados de busca e apreensão está o Consórcio VLT Cuiabá, responsável pela execução da obra do modal de transporte.

 

O governador Pedro Taques decidiu suspender as negociações com o consórcio. A suspensão das negociações será informada ao juiz federal Ciro José de Andrade Arapiraca, da 1ª Vara de Mato Grosso, pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

 

Leia mais sobre o assunto:

 

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