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Política / FRAUDES NO VLT
11.08.2017 | 10h55
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Oscar: apontamentos da PF estavam em relatório da CPI da Copa

Deputado diz que única saída para se concluir obras do VLT seria Governo adotar uma PPP

Alair Ribeiro/MidiaNews

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O deputado estadual Oscar Bezerra, que foi presidente da CPI

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O deputado estadual Oscar Bezerra (PSB) afirmou que a CPI das Obras da Copa, que ele presidiu, revelou grande parte das irregularidades apontadas pela Polícia Federal, na Operação Descarrilho, sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

 

A operação apura crimes de fraude a procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha e execução das obras do modal de transporte.

  

“Quase todos aqueles apontamentos da Polícia Federal, a CPI disse antes que eram irregulares, como, por exemplo, sobreposição de preços. Exceto a Multimetal, que eu não tinha detectado no processo de investigação, todas as outras empresas estão no relatório”, disse.

  

O deputado acredita que a investigação da PF demonstra a lisura do relatório final da Copa. À época, chegou a circular nos bastidores comentários de que a comissão não teria uma conclusão satisfatória, pois parlamentares estariam tentando blindar o Consórcio VLT.

 

Quase todos aqueles apontamentos da Polícia Federal, a CPI disse antes que eram irregulares, como, por exemplo, sobreposição de preços

“Me deixa feliz, de um certo modo, porque prova que o trabalho foi extremamente sério, competente e que ajudou, inclusive, no processo de investigação da Polícia Federal”, afirmou.

 

“À época da votação do relatório, apresentei uma alteração no texto para garantir que não tocariam obra com o atual consórcio. Foram contra. Mas aí veio a Polícia Federal e confirmou a segurança que queria dar ao Governo, de não continuar a obra com esse consórcio, pois ele está envolvido até o pescoço”, disse.

  

Oscar acredita que a única forma de se concluir o projeto seria por meio de uma parceria público-privado (PPP). Para ele, o Executivo não tem condições de tocar a obra.

  

“Para funcionar, o VLT aqui em Cuiabá terá que ter uma PPP. É a única forma de viabilidade. Caso contrário, direto pelo Governo, é impossível, porque o Estado não tem condição de tocar uma obra como esta em função da complexidade”, completou.

  

A operação 

  

A operação Descarrilho foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (9), pela Polícia Federal, e apura crimes de fraude a procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha e execução da obra do VLT. 

  

A operação é resultado de investigação conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela PF.

  

Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Petrópolis, São Paulo e Curitiba, além de um mandado de condução coercitiva na Capital.

  

O ex-secretário da Secopa (Secretaria Extraordinária das Obras da Copa), Maurício Guimarães, foi conduzido à PF para prestar depoimento.

  

A operação foi realizada com base no depoimento do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que confessou que seu grupo político fez um acordo para receber R$ 18 milhões de propina da empreiteira CR Almeida, que integra o consórcio.

  

Há ainda indícios de desvio de recursos por intermédio de sociedades empresariais subcontratadas pelo consórcio.

 

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