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Política / VOTAÇÕES
11.01.2017 | 11h12
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"Não vou permitir tumulto dentro da AL", diz futuro presidente

Deputado Eduardo Botelho afirma que já conversou com representantes de servidores

Marcus Mesquita/MidiaNews

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O futuro presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O futuro presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), afirmou que não irá permitir, em sua gestão, “tumulto” de servidores públicos durante as votações polêmicas que devem ocorrer este ano.

 

Entre as propostas que devem causar alvoroço, está a “versão estadual” do projeto de lei complementar que prevê um limite para os gastos públicos para os próximos 10 anos.

 

Em entrevista na terça-feira (10), o parlamentar disse ter se reunido com o Fórum Sindical, que representa o funcionalismo público do Estado, e se comprometido a votar a proposta do teto somente em fevereiro.

 

Mas pediu o compromisso dos servidores para evitar episódios como os das votações da Revisão Geral Anual (RGA) de 2016.

 

“A Assembleia Legislativa é a casa do povo, é uma casa de discussões, vai estar aberta para eles. Eles podem ir lá, podem conversar com todos os deputados, podem participar. Agora, não vou permitir que haja tumulto lá dentro, que o deputado seja impedido de exercer seu direito de dizer sim ou não”, disse.

 

Assembleia Legislativa é a casa do povo, vai estar aberta para eles, eles podem ir lá. Agora, não vou permitir que haja tumulto lá dentro

“Isso já foi conversado com o Fórum. Eles entenderam isso. Entenderam que no ano passado houve excesso de alguns deputados, mas também houve grande excesso por parte de alguns funcionários. Vamos controlar para que não ocorra mais”, afirmou.

 

Para Botelho, tanto os servidores, quanto qualquer outro frequentador do Legislativo, tem o livre direito de se manifestar a respeito dos posicionamentos dos parlamentares. Entretanto, ele ressaltou que a ação não pode atrapalhar o andamento das sessões.

 

“A discussão tem que ter. Aplausos e vaias têm que ter também. Se querem vaiar quem está votando contra, que vaie, não tem problema nenhum. O que não pode é extrapolar isso, atrapalhar as votações, atrapalhar o direito do deputado de falar no plenário. Isso eu não vou permitir”, disse.

 

Teto de gastos

 

Segundo o deputado, a proposta que congela os gastos do Estado, e com ele o reajuste anual no salário dos servidores, ainda não chegou ao Legislativo. O governador Pedro Taques (PSDB) deve encaminhar nas próximas semanas.

 

“O Governo vai encaminhar para Assembleia um projeto de lei nos moldes do Governo Federal, que congela os gastos. Mas esse projeto ainda não chegou. Não tenho conhecimento dele”, afirmou.

 

“Mas eles podem mandar a qualquer momento, inclusive pode ser mandada esta semana, mas não vamos colocar em votação, porque fizemos um compromisso com a oposição de não votar agora. Mas mandar eles podem mandar”, completou.

 

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3 Comentário(s).

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Claudinei Araújo   11.01.17 21h56
Creio que cada deputado deve ter muito boa relação e aceitar as reivindicações dos funcionários públicos ! Não levam a sério a classe do funcionário público? Vocês criaram um enorme preconceito entre nós e vcs ! FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS VAMOS FAZER GREVE ! FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS VAMOS SAIR DAS SECRETARIAS POR 10 DIAS .... GREVE + GREVE+ GREVE . RGA RGA RGA E SALÁRIOS NO DIA 30 DE CADA MÊS ! Salários no dia 30 de cada mês. GREVE GREVE GREVE !
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Anderley Madri   11.01.17 13h50
Anda na linha com o Povo que não haverá tumulto senhor Deputado.
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JADER  11.01.17 12h56
Deputado, respeitem nossos direitos que respeitaremos vocês. Se tivessem pago a RGA como determina a Constituição Federal nada disso tinha acontecido. Mas deixar de pagar nossa RGA e aumentar o seu salário para R$ 100.000,00 aí não dá pra ficar quieto.
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