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Política / RESPOSTA
15.07.2017 | 17h50
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“Não se deve deixar de agir por medo de melindrar autoridades”

Juíza Selma Arruda negou “espetacularização” na Operação Convescote

MidiaNews

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A juíza Selma Arruda, que negou "espetacularização" em decisão

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, rebateu as alegações do presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Antônio Joaquim, que classificou como “espetaculosa” a decisão da magistrada, determinando a condução coercitiva de três servidores do órgão, alvos da Operação Convescote.

 

Os servidores Eneas Viegas da Silva, Marcelo Catalano Correa e Maurício Marques Junior estavam entre os alvos da operação deflagrada no último dia 30 e que apura o desvio de mais de R$ 3 milhões dos cofres públicos por meio de convênios firmados entre a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe) e órgãos públicos.

 

À época, o presidente Antônio Joaquim afirmou que não haveria a necessidade da expedição de mandados de condução coercitiva para que os servidores da Corte de Contas fossem ouvidos.

 

Quando se está a frente de uma investigação, todas as possibilidades devem ser exploradas. Não se deve deixar de fazer alguma coisa para não melindrar certas autoridades

“Respeito a posição do presidente. Mas, o que posso esclarecer é que quando se está à frente de uma investigação, todas as possibilidades devem ser exploradas. Não se deve deixar de fazer alguma coisa para não melindrar certas autoridades, certas pessoas”, disse a juíza.

 

A declaração foi dada em entrevista concedida à Rádio Capital FM.

 

Na ocasião, a magistrada sustentou que, quando o juiz recebe informações concretas sobre o suposto envolvimento de quaisquer pessoas em práticas criminosas, tem a obrigação de investigar.

 

“Quando o juiz é imparcial e recebe informações concretas de envolvimento de A, B ou C, você tem obrigação – não é o querer do juiz – é o dever legal de investigar, de determinar as diligências necessárias para que o Gaeco ou outra autoridade policial proceda as investigações até se chegar à verdade dos fatos”, afirmou Selma.

 

“Então, ao contrário do que disseram, não foi decisão escandalosa, espetaculosa, nada disso. O intuito efetivamente não é esse, ao contrário, o intuito é proteger o erário dessas falcatruas”.

 

Por fim, a magistrada afirmou que as investigações desencadeadas até o momento revelam sérios indícios de que realmente houve um “ataque aos cofres públicos, via, Faesp”.

 

“E, tudo que tiver que ser apurado a esse respeito, vai ser apurado”, concluiu a juíza.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

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