Cuiabá, Sexta-Feira, 14 de Dezembro de 2018
CORTAR NA CARNE
09.10.2018 | 11h45 Tamanho do texto A- A+

“MT está num atoleiro, teremos que tomar medidas duras”, diz MM

Mendes disse que uma das principais metas é equilibrar as despesas e receitas do Estado

Alair Ribeiro/MidiaNews

O governador eleito, Mauro Mendes, que citou "medidas duras" a frente do Executivo

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

Eleito para governar Mato Grosso pelos próximos quatro anos, o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM) adiantou que terá que tomar “medidas duras” no comando do Palácio Paiaguás já nos primeiros meses de sua gestão.

 

A principal medida, segundo ele, é conseguir equilibrar a receita e as despesas do Estado. Antes de ser eleito, Mendes já havia afirmado algumas vezes que o déficit nas contas do Governo pode chegar aos R$ 4 bilhões ao final deste ano.

 

“Teremos que aplicar essa receita e fazer aquilo que é correto e que trará mudança de rumo e resultados melhores ao Estado. A verdade é: Mato Grosso está quebrado”, disse, Mendes em entrevista ao MidiaNews.

Falei de tomar medidas duras para fazer esse Estado voltar a ter equilíbrio entre receita e despesa. Vamos tomar medidas necessárias para nós possamos sair desse buraco, desse atoleiro que nos encontramos

 

“Desde a campanha eu fiz poucas promessas. Falei de tomar medidas duras para fazer esse Estado voltar a ter equilíbrio entre receita e despesa. Vamos ter que falar a realidade e tomar medidas necessárias para que, num curto e médio prazo, nós possamos sair desse buraco, desse atoleiro em que nos encontramos”, afirmou.

 

O governador eleito voltou a afirmar que o Executivo hoje tem sérios problemas de caixa e não consegue sequer honrar pagamentos com fornecedores ou repasses obrigatórios para a Saúde dos municípios, por exemplo.

 

Ele citou que dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) mostram que somente com fornecedores a dívida do Governo chega a R$ 2,2 bilhões.

 

Mendes lembrou ainda que a atual gestão deixou de quitar o salário do funcionalismo público no último dia útil do mês para fazê-lo no mês dia 10 do mês subsequente ao trabalhado.

 

“Então, temos aí uma duríssima realidade. Vamos precisar de um esforço de muita gente, de comunicar sempre ao lado da verdade. Não pode ter mais mentira, não pode ficar brincando de lançar obra se não tiver dinheiro”, afirmou.

 

“Sempre disse que não existe milagre, nem salvador da pátria, nem solução mágica. O que existe é trabalho sério, feito com bom planejamento e com a correta aplicação do dinheiro público”.

 

Cortes

 

Mauro Mendes afirmou que, na condição de chefe do Poder Executivo, vai cortar todas as despesas que foram desnecessárias de modo a “dar exemplo” e poder cobrar medidas também dos demais Poderes.

 

Entre as medidas, ele citou a redução no número de secretarias e órgãos e a redução de cargos comissionados, por exemplo.

 

“Quais secretarias e todos os demais cortes serão determinados agora num estado com mais profundidade realizado durante a transição. Mas fui eleito dizendo isso ao povo, que precisaríamos reduzir o tamanho do Estado para torná-lo mais leve, mais eficiente e que ele possa custar menos para sobrar dinheiro para investir no cidadão”, disse.

 

“Tomarei as medidas necessárias e que explicarei a todos. Nenhuma medida será tomada nos bastidores, na calada da noite, nem medidas obscuras. Tomaremos medidas claras que possam ser transparentemente explicadas a sua necessidade e a consequência negativa, caso ela nãos seja tomada”, concluiu.

 

Veja um trecho da entrevista:

 

 

Leia mais sobre o assunto:

 

“Não dou Pasta para partidos; quem não der certo, game over”




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COMENTÁRIOS
7 Comentário(s).

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Gilmar   10.10.18 08h50
Se começar cortando a farra com dinheiro público já economiza muito, mordomias de deputados, gastos sem prestação de contas ,veículos queimando combustível atoa, ai não precisa criar imposto para o contribuinte pagar.
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Andre Marques  10.10.18 06h15
Reduzir a máquina? É reduzir a mão de obra (servidores), ou seja, não concurso, demissão, exoneração, etc. Ter eficiência? É prestar um bom serviço. Mas, como fazer isto sem mão de obra? Vai terceirizar tudo? Vai investir em tecnologia para automatizar tudo? Terceirizar e tecnologia precisam de recurso financeiro, mas o Estado não está quebrado, num atoleiro? Tem algo errado nesse discurso.
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Jomax   09.10.18 23h36
A maior despesa do Estado são os altissimos repasse aos poderes.
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Marcos  09.10.18 16h08
Desejo que o novo Governador do Estado de MT, não minta no seu primeiro dia de mandato, assim como o seu antecessor, quando me chegou com um "papalinho" se dizendo ser o extrato da CONTA ÚNICA havendo míseros 80.000,00 PASMEM.. neste dia eu disse ESTE AÍ NÃO PRESTA E duvida da inteligência de nós pobres mortais, oras bolas, dez minutos de arrecadação no posto Correntes é o equivalente ao quintuplo deste valor. E desceu a lenha no antecessor que mal tinha direito de resposta... Fale somente a verdade senhor Governador...
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Fernando  09.10.18 15h17
31 de janeiro pessoal já quer salário na conta, vamos trabalhar Governador!
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