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Política / "CARNE FRACA"
19.03.2017 | 15h42
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Ministério da Agricultura diz que 'não existe risco' sanitário no país

Secretário disse que governo busca 'reagir rapidamente' para poder 'tranquilizar' a população

Reprodução

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Operação Carne Fraca foi deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (17)

DO G1

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Eduardo Pacifici Rangel, afirmou neste domingo (19) que, nas avaliações feitas pelo ministério, foi constatado que "não existe risco sanitário" no país.

 

Rangel deu a declaração ao chegar ao Palácio do Planalto para uma reunião com o presidente Michel Temer e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, além de entidades frigoríficas, para discutir os efeitos da operação Carne Fraca.

 

"Não existe risco sanitário medido no primeiro momento nas avaliações que fizemos das principais denúncias feitas pela Justiça. A ideia é que a gente consiga reagir rapidamente para poder tranquilizar a sociedade", disse Rangel.

 

Deflagrada pela Polícia Federal na sexta (17), a operação investigou o envolvimento de servidores do governo em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

 

"Todas as informações citadas são preocupantes do ponto de vista de corrupção, mas, do ponto de vista sanitário, estamos tranquilos porque as questões sanitárias apontadas ali não trazem risco para a população nem para a exportação", acrescentou o secretário neste domingo.

 

Rangel disse ainda que o Brasil elaborará, a partir deste domingo, um comunicado geral para todos os países sobre a qualidade da carne produzida no Brasil e sobre as medidas administrativas tomadas pelo Ministério da Agricultura.

 

Entenda a operação
 

Deflagrada nesta sexta pela Polícia Federal, a Carne Fraca investiga fraudes em carnes produzidas por 21 frigoríficos, vendidas no Brasil e no exterior.

 

A operação atingiu algumas das principais empresas do setor, como a BRF, que controla a Sadia e a Perdigão, e a JBS, responsável pelas marcas Friboi e Seara. Os grupos garantem a qualidade de seus produtos.

 

Segundo a Polícia Federal, fiscais do Ministério da Agricultura recebiam propina para liberar licenças sem realizar a fiscalização adequada nos frigoríficos.

 

A investigação indica que eram utilizadas substâncias químicas para maquiar carne vencida, e que água era injetada nos produtos para aumentar o peso.

 

Até a noite deste sábado (18), a Polícia Federal havia prendido 36 pessoas. Dois suspeitos permaneciam foragidos.

 

Além das prisões, a Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 1 bilhão das contas bancárias das 46 pessoas investigadas, e o Banco Central informou o bloqueio de pouco mais R$ 2 milhões.

 

Já o Ministério da Agricultura anunciou que 33 servidores da pasta foram afastados em decorrência da investigação. A pasta também interditou três frigoríficos, localizados em Goiás, Santa Catarina e Paraná.

 

Reação dos Estados Unidos
 

Ainda na sexta, após a PF deflagrar a operação, o governo dos Estados Unidos informou que está "monitorando" a situação no Brasil.

 

"Neste momento, o Serviço de Segurança e Inspeção de Alimentos (FSIS, na sigla em inglês) do Departamento de Agricultura (USDA) está trabalhando com funcionários do USDA no Brasil para saber mais sobre esse assunto. Também estamos em contato com o Ministério da Agricultura brasileiro e continuaremos monitorando a situação", dizia o órgão na nota.




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