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06.11.2018 | 17h50 Tamanho do texto A- A+

Mendes: “Se tiver greve, piora ainda mais as finanças do Estado”

Governador eleito pede que atual Executivo avalie se tem condições de pagar RGA sem prejudicar caixa

Alair Ribeiro/MidiaNews

O governador eleito Mauro Mendes: greve de servidores

DOUGLAS TRIELLI E CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O governador eleito Mauro Mendes (DEM) disse que a possibilidade de os servidores públicos entrarem em greve, por conta de um eventual não-pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) de 2018, poderá agravar ainda mais a situação do Estado.

 

A declaração foi feita durante encontro das equipes de transição de Mendes e do governador Pedro Taques (PSDB), no Palácio Paiaguás, na tarde desta terça-feira (06).

 

“Se tiver greve, piora ainda mais a situação do Estado. Pode comprometer mais ainda as finanças de Mato Grosso, agravando aquilo que já é crítico. A situação do Estado é absolutamente crítica. O que arrecada no mês não paga as contas do mês. O Estado deve para Deus e o mundo e não pode aumentar mais ainda neste momento”, disse.

 

Para o democrata, o Executivo deve repassar os valores somente se tiver dinheiro em caixa. Ele disse que, hoje, o Estado não consegue arrecadar aquilo que gasta no mês.

 

Pode comprometer mais ainda as finanças de Mato Grosso, agravando aquilo que já é crítico. A situação do Estado é absolutamente crítica

Os servidores pedem o pagamento de 4,19% da RGA deste ano, inicialmente pactuado em duas parcelas: 2% em outubro e 2,19% em dezembro.

 

 

“A RGA deve ser paga desde que o Estado tenha condições para isso. E os próprios servidores têm que saber se tem ou não condição. Se não está conseguindo arrecadar no mês aquilo que paga no mês, como vai aumentar mais a despesa no mês?”, questionou.

 

“Eu não tive ainda todas as informações necessárias, mas, preliminarmente, o que temos mostra claramente que o Estado hoje tem enormes dificuldades financeiras. Que não tem condição de fazer nenhum tipo de aumento de despesa, porque não vai honrar com esses compromissos”, afirmou.

 

Divergências

 

Oficialmente, o secretário de Fazenda Rogério Gallo disse ver dificuldades no pagamento da reposição. Entretanto, a Casa Civil chegou a ventilar que faria o pagamento - e que estaria esperando um posicionamento do Tribunal de Contas do Estado, já que o Executivo já teria ultrapassado o limite de gastos com folha estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

Mendes pediu que às Pastas mostrem os números para saber o que será possível pagar.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Mauro Mendes sorrindo

O governador eleito Mauro Mendes, ao chegar em reunião no Palácio Paiaguás, neste terça-feira (06)

“Se tem um secretário de Fazenda que fala que não tem dinheiro para pagar... É ele que lida no dia a dia com a arrecadação e com as despesas do Estado. Portanto, coloque números na mesa. Se o secretário-chefe da Casa Civil conseguir colocar números comprovando que Estado está bem e tem condição de pagar, tem que prevalecer a posição dele”, disse.

 

“O que vale é a verdade, não pode ter 'mentiraiada', enrolação e enganação. Ninguém mais aceita isso. Espero que Governo não faça isso, senão vai piorar a situação deles e de Mato Grosso”, afirmou.

 

Ele disse, por fim, estar preparado para receber, eventualmente, o Estado com a paralisação dos servidores.

 

“Tenho certeza que não é isso que é bom para Mato Grosso. Tenho certeza que não é isso que a população entende, mas eu não sou um homem que tenho dificuldade em lidar com pressão. Eu gosto do diálogo, da boa conversa, do bom argumento. E não é bom para ninguém um ambiente hostil, como se tentou estabelecer em alguns momentos. Vamos dialogar sempre”, completou.

 

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3 Comentário(s).

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roger  07.11.18 12h11
Essa vai para os funcionários públicos estaduais que tiraram o Taques pra colocar Mendes. Parabéns pela escolha. Agora chora. Acharam que Taques não queria pagar o RGA porque não gostava dos pobrezinhos trabalhadores do estado...
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Maria Helena  07.11.18 08h28
Quem está criando o ambiente hostil é essa equipe que está com um pé no governo Taques e outro no governo Mauro. Até 31 de dezembro a caneta está nas mãos do governador Pedro Taques.
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alberto  06.11.18 18h28
Mauro deveria interar mais sobre a situação do Estado antes da eleição e não sair prometendo pagar os salários dentro do mês. Na visão dele tudo se resolveria com sua capacidade de administrador. Agora o discurso já é outro.
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