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Política / TETO DE GASTOS
28.11.2017 | 16h18
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Governo prevê economia de R$ 700 mi em 2018; oposição duvida

Cálculo foi apresentado por superintendente da Seplan, durante audiência pública na Assembleia

Alair Ribeiro/MidiaNews

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O superintendente das despesas e receitas da Secretaria de Planejamento, Ricardo Capistrano

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

A equipe econômica do Governo do Estado disse esperar economizar até R$ 700 milhões em 2018 com a aprovação da Emenda Constitucional do Teto de Gastos.

 

O cálculo foi apresentado pelo superintendente das despesas e receitas da Secretaria de Planejamento, Ricardo Capistrano, durante audiência de discussão da Lei Orçamentária Anual (LOA) na Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (28).

 

Segundo os dados, a economia virá da renegociação da dívida do Estado, redução de repasses do duodécimo dos Poderes e dos cortes na máquina pública que o Executivo irá promover.

 

“Desde julho de 2016, o Estado já deixou de pagar o valor da dívida, cujo contrato custa R$ 21 milhões por mês. Então, deixou de pagar seis meses em 2016. Para o ano que vem está sendo estimada uma redução de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões. Fora a possível renegociação que pode existir com o Bank of America. Então, somente com a dívida para o ano que vem, temos uma expectativa de redução total de R$ 300 milhões”, explicou.

 

Queremos quitar os restos a pagar, equalizar o débito que temos com os Poderes

“Se for somada despesa primária corrente, que vamos ter que reduzir, mais a redução de repasse dos Poderes, porque mudou a forma de vinculação, e a própria redução da dívida do Estado, temos uma expectativa de uma economia em torno de R$ 700 milhões”, afirmou.

 

A PEC foi aprovada na semana passada pelos deputados estaduais, que mexeram, por meio de emendas, em uma série de reduções propostas pelo Governo, inclusive dos duodécimos.

 

Segundo ele, com a economia, será possível quitar restos a pagar e o próprio duodécimo dos Poderes, que acumula atrasos de R$ 400 milhões este ano.

 

“Sabemos que, ao longo do tempo, esse espaço entre receita e despesa aumenta um pouco. E esse espaço aumentando, vamos poder equalizar o débito que temos com os Poderes e poder começar de fato a colocar investimento”, disse.

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Janaina Riva 28-11-2017

A deputada estadual Janaina Riva, que criticou estimativa de economia apresentada pela equipe do Governo

Oposição critica

 

A líder do grupo de oposição, deputada Janaina Riva (PMDB), criticou a estimativa de economia do Governo.

 

Segundo ela, o Executivo espera além do que realmente será possível economizar.

 

“Acredito que não tem como se fazer uma projeção, como ele fez, supondo que o Estado vai economizar algo que não se tem certeza. Esse foi o grande problema do Governo desde o início, que contou com aquilo que não era dado como certo. Um exemplo é o FEX. Os governos passados sequer recebiam e hoje este governo tem o FEX como fonte fundamental para subsistência da gestão”, disse.

 

“Temos que trabalhar com fato concreto do que o Estado consegue fazer, que é a economia de R$ 140 milhões. Essa economia tem como certa, mais que isso é uma suposição que estão fazendo. Não acredito que vá economizar tudo isso. Até porque alguns órgãos, como a Sefaz, a Defensoria, o recurso sequer dá para pagar o custeio realizado este ano. Então, vai ter que ser adequado”, completou.

 

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6 Comentário(s).

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alex r  29.11.17 12h45
Eu não acredito cadê o histórico dessas contas no portal transparência??? Governo so mentiu até agora
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Amilton  28.11.17 23h12
Como nem tudo q é imoral ou aético é ilegal. O povo de bem e carater tem aguentar enfase nessa hereditária Riva.....aff!!!
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Marcos (eu explico Janaina)   28.11.17 21h47
A suposta economia está em função de : previsão de receita LOA aumentou de 18 para 20 bi, mesmo com a frustração nesse exercício em relação ao previsto inicialmente,ou seja, de dezembro para janeiro quando virar o ano junto com os fogos a recuperação é total, recupera a frustração de se ano mais o crescimento previsto para 2018. A segunda parte está na contenção das despesas primárias correntes, como não prevê crédito adicional na PEC para despesas primárias correntes o valor é o orçado em 2016 acrescido no máximo 7.5 porcento, como o custeio já está no osso, não dá para cortar muita coisa, apesar de não proibir diretamente no texto da pec, não tendo orçamento suficiente não se wmpenha, se não empenha não se líquida nem se paga, dessa forma outra parte o sacrifício é do servidor público. Somando tudo é tudo mais ou menos chutado chega nesses números.
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Jesus Carlos Venancio  28.11.17 21h22
Primeiramente a deputada JANAINA precisa estudar e ter conhecimento tecnico de economia para depois questionar os pontos citado por ela.
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JACILENE MATOS DE ARAUJO  28.11.17 17h54
Vamos torcer pra dar certo os cálculos que prevê economia, deixando as críticas negativas de lado.
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