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Política / "OPORTUNISMO"
08.08.2018 | 10h53
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“Falar em absurdo de restos a pagar é desconhecer ou má-fé”

Pedro Taques diz ter feitos reformas administrativas e economizado mais de R$ 1 bilhão

Alair Ribeiro/MidiaNews

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O governador Pedro Taques: restos a pagar do Estado

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O governador Pedro Taques (PSDB) voltou a defender que não existem “absurdos” nos restos a pagar do Estado. Segundo ele, os adversários usam o assunto para desinformar em razão do processo eleitoral.

 

O assunto foi trazido à tona no mês passado, quando o candidato ao Governo Mauro Mendes (DEM) disse que o tucano deve deixar o Estado com dívidas de quase R$ 4 bilhões.

 

“Mato Grosso tem restos a pagar, mas se você reparar com outros Estados da Federação, Mato Grosso é um dos que o limite está dentro da possibilidade. Falar em absurdo de restos a pagar é desconhecer ou estar de má-fé”, disse em entrevista à rádio MegaFM, nesta quarta-feira (08).

 

“Isso é ruim, é ruim para o debate, porque as pessoas querem desinformar, porque existe um oportunismo no momento da eleição. O que eu vou fazer nesta eleição é mostrar o que foi feito. O que não foi feito e o porquê não foi feito. Agora, sobre contas do Estado, estamos prontos para o debate”, completou.

 

Isso é ruim, é ruim para o debate, porque as pessoas querem desinformar, porque existe um oportunismo no momento da eleição

Taques reconheceu dívidas com os Poderes e com a Saúde, mas disse que ambos os casos já estão encaminhados por sua gestão.

 

“Eu recebi Mato Grosso com restos a pagar da Saúde de R$ 362 milhões. Nós pagamos esse valor. Hoje o que temos a pagar são operações de crédito que foram construídos e vamos pagar com o dinheiro que estamos desembolsando. Temos restos a pagar com os Poderes, mas parte deles já foi regrada pela Emenda Constitucional do Teto de Gastos”, explicou.

 

Reformas

 

Taques disse que sua gestão realizou diversas reformas, de modo a enxugar os gastos da máquina. Segundo ele, com essas medidas foi possível resgatar mais de R$ 1 bilhão ao caixa do Governo.

 

Citou, ainda, que casos como a reforma tributária e previdenciária foram dificultados por questões nacionais e também por divergências com os Poderes e servidores do Estado.

 

“O setor produtivo pagou uma reforma tributária. Fizemos mais de 30 audiências e apresentamos um projeto à Assembleia. Aí, iniciou-se a reforma da União, através da criação do IVA (Imposto de Valor Agregado). A reforma aqui não pôde continuar, mas não ficamos esperando. Apresentamos à Assembleia Legislativa um Processo Administrativo Tributário, editamos decretos e melhoramos a ambiência negocial na Secretaria de Fazenda”, disse.

 

“Quanto a Reforma Previdenciária, apresentamos no Conselho a necessidade de aumentar a alíquota tributária de 11% para 12,5% e depois 14% através de um gatilho. A lei em Mato Grosso veda que governador apresente projeto de reforma previdenciária sem a aprovação do Conselho. Sou o presidente, mas outros Poderes estão lá e não desejam a modificação da alíquota. Os servidores não desejam isso. Mas daqui a 30 anos não será possível pagar os servidores aposentados. Precisamos de uma reforma nacional”, completou.




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2 Comentário(s).

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sediclaur  08.08.18 15h23
Conforme lei que versa sobre a administração pública, o gestor que, ao final do seu governo, deixar restos a pagar pro próximo deve também deixar verba suficiente para que o mesmo possa ser pago, sob pena de, não deixando, ser responsabilizado perante a justiça. O Pedro Taques que se cuide!
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joaoderondonopolis  08.08.18 12h46
É vergonhoso dizer que MT tem governador.
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