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Política / GRAMPO ILEGAL
18.05.2017 | 16h00
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Ex-servidora da Setpu diz ser vítima de ato “ardil” e “sorrateiro”

Tatiana Sangalli foi uma das interceptadas ilegalmente pela Polícia Militar, segundo denúncia

MidiaNews

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No detalhe, a ex-servidora da Setpu, Tatiana Sangalli: um dos alvos de escutas clandestinas

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

A ex-funcionária da antiga Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), Tatiana Sangalli, um dos alvos dos grampos telefônicos realizados pela Polícia Militar de Mato Grosso, afirmou ter sido vítima de um ato “ardil” e “sorrateiro”.

 

“Não permitirei, em hipótese alguma, que meu nome seja usado para encobrir crimes de quem quer que seja, posto que sou vítima de um ato ardil e sorrateiro”, disse, em nota à imprensa.

 

Tatiana admitiu que teve um relacionamento amoroso com o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, entre os anos de 2009 até 2015.

 

Não permitirei, em hipótese alguma que meu nome seja usado para encobrir crimes de quem quer que seja, posto que sou vítima de um ato ardil e sorrateiro

Segundo a ex-servidora, em razão deste relacionamento, ela teria sido grampeada clandestinamente pelo Palácio Paiaguás.

 

“Esclareço que mantive um relacionamento amoroso com o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, entre 2009 até o início de 2015, sendo que, talvez por isso, tenha sido alvo de escutas ilegais”, afirmou ela.

 

“Dois telefones que eram da minha propriedade e uso nos anos de 2014 e 2015 foram incluídos em um processo judicial que tramita na Comarca de Cáceres, como se eu fosse membro de uma organização criminosa de tráfico de drogas, sendo que jamais tive qualquer envolvimento com os policiais militares nos processos mencionados”, disse Tatiana, ao referir-se ao esquema de “barriga de aluguel” utilizado para realizar os grampos.

 

Neste esquema, números de pessoas comuns são listados como se pertencessem a alvos de investigações policiais.

 

Ainda na nota, Tatiana afirma que jamais teve qualquer envolvimento com o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, como revelado em uma investigação da Polícia Civil, por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.

 

Para ela, informações neste sentido teriam o objetivo de tirar o foco das denúncias de suposta “arapongagem” praticada pelo Executivo.

 

“Assim como nunca tive qualquer relacionamento com qualquer senador da República, acreditando que tais notícias visam apenas denegrir minha imagem, distorcendo fatos e buscando que desviem do objeto maior que deve ser investigado: escutas ilegais e clandestinas com interesses pessoais, utilizando de cargos públicos e de membros de outros poderes”.

 

Por fim, Tatiana afirmou que buscará na Justiça a reparação dos danos que ela e sua família vêm sofrendo em razão de atos “injustos” e “abusivos”.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Polícia investigou e grampeou suposta amante de ex-secretário

 

Leia as decisões em que foram inseridas as “barrigas de aluguel”

 




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