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Política / EX-SÓCIO
14.05.2018 | 14h40
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“Empresa não era de fachada, isso eu te garanto”, diz Botelho

Deputado Eduardo Botelho depôs por duas horas na sede do Gaeco na manhã desta segunda-feira (14)

Alair Ribeiro/MídiaNews

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Eduardo Botelho (dir) chega ao Gaeco na manha de segunda-feira (14), acompanhado de seu advogado

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), garantiu nesta segunda-feira (14) que a empresa Santos Treinamento, da qual ele foi um dos sócios, não era de fachada.

 

A suspeita do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) é de que a empresa foi constituída para operacionalizar propinas fruto de esquemas no Detran-MT. 

 

“A empresa não era de fachada, isso eu te garanto que não. Tudo que foi pedido eu apresentei e foi esclarecido”, disse o deputado no início da tarde desta segunda no Gaeco, onde prestou depoimento por cerca de duas horas.

 

Conforme relatório do Gaeco, Botelho teria emitido diversos cheques supostamente para lavar o dinheiro oriundo do um esquema de fraudes no contrato entre o Detran-MT e a empresa EIG Mercados, que fazia os registros de contratos de alienação fiduciária de veículos no Estado. 

A empresa não era de fachada, isso eu te garanto que não. Tudo que foi pedido eu apresentei e foi esclarecido

 

“Foi esclarecido tudo. Eles fizeram o levantamento de todos os cheques que saíram das minhas contas e eu fiz a explicação de um por um”, afirmou.

 

Quando foi deflagrada a primeira da operação Bereré, Botelho chegou a admitir que tinha conhecimento do esquema, mas saiu logo da empresa logo em seguida. 

 

“Não há nada de novo, além do que eu já tinha falado antes: eu entrei como investidor. Eu não tinha gerencia, eu não participava de nada”, afirmou a imprensa.

 

O parlamentar foi o quinto e último alvo da Operação Bônus a ser ouvido por promotores do Gaeco. Na semana passada foram colhidos depoimentos do ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, o deputado estadual Mauro Savi (DEM), o advogado Pedro Jorge Zamar Taques, irmão de Paulo Taques, e o empresário José Kobori.

 

Agora, os promotores avaliam tudo que foi produzido. “Amanhã ou depois daremos um posicionamento”, disse o promotor Marcos Bulhões.

 

“Bônus”

 

A segunda fase da Operação Bereré, batizada de Bônus, é coordenada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco/Criminal) e pelo Gaeco.

 

A ação apura um esquema que pode ter resultado, segundo o MPE, no pagamento de até R$ 30 milhões de propina.

 

Na manhã da quarta-feira (9) foram cumpridos mandados de prisão em Cuiabá e Brasília. Foram alvos: o deputado estadual Mauro Savi (DEM), o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, os empresários Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos, proprietários da Santos Treinamento, empresa que, segundo as investigações, era usada para lavagem do dinheiro desviado do órgão.

 

Em Brasília (DF), os policiais prenderam o empresário José Kobori, ex-diretor-presidente da EIG Mercados, apontada pelo Gaeco como pivô do suposto esquema. Já o advogado Pedro Jorge Zamar Taques, irmão de Paulo Taques, apresentou ao Gaeco.

 

A operação é resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas.

 

Leia mais:

 

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