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Política / FRIGORÍFICOS
20.03.2017 | 11h27
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“Efeitos colaterais dessa operação vão acabar nos atingindo”

Secretário de Desenvolvimento Econômico diz que o Estado tentará se "diferenciar" no mercado

Gcom

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O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Tomczyk: operação irá atingir MT

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Tomczyk, afirmou que os “efeitos colaterais” da Operação Carne Fraca, deflagrada na última sexta-feira (17) pela Polícia Federal, deverão atingir o mercado de Mato Grosso.

 

A "Carne Fraca" desvendou um esquema de venda de carnes podres e vencidas, possibilitado pela corrupção de fiscais federais. Foram atingidos alguns dos principais nomes de empresas do setor, como a JBS/Friboi e a BRF Foods.

 

Apesar de nenhuma empresa do Estado ter sido atingida, o secretário acredita que a imagem do País foi afetada como um todo no mercado internacional.

 

Não tivemos caso em nenhum dos nossos frigoríficos e com nenhum dos fiscais que atuam aqui no Estado. Mas, com certeza, os efeitos colaterais dessa operação vão acabar nos atingindo

“Felizmente, não tivemos caso em nenhum dos nossos frigoríficos e com nenhum dos fiscais que atuam aqui no Estado. Mas, com certeza, os efeitos colaterais dessa operação vão acabar nos atingindo de alguma forma, principalmente no que tange a imagem do mercado brasileiro no exterior”, disse o secretário, em entrevista à rádio Capital FM, nesta segunda-feira (20).

 

Na última sexta-feira, o governador Pedro Taques (PSDB) se reuniu com Tomczyk e os presidentes do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT) e do Instituto Mato-grossense de Carnes (Imac), Guilherme Nolasco e Luciano Vaccari, respectivamente, para traçar uma estratégia de enfrentamento da situação.

 

Segundo Tomczyk, uma medida para evitar que o Estado seja atingido será “diferenciar” a produção de Mato Grosso do mercado como um todo.

 

“Nós temos o maior rebanho bovino e um rebanho suíno bastante relevante. Nossa extensão sanitária atende todos os quesitos internacionais de segurança. Acessamos vários mercados e temos frigoríficos habilitados para fazer a exportação ao mercado americano. Isso nos garante acesso a todos os mercados do mundo. Temos total confiança na inspeção que está sendo feita”, afirmou.

 

Tranquilidade

 

Por fim, o secretário pediu “tranquilidade” à sociedade e ressaltou que Mato Grosso é um dos estados que possui maior controle sobre a vigilância da qualidade da carne.

 

“Acredito que Mato Grosso é um dos estados que mais se preocupa com a fiscalização da sua produção de carne, dada a importância disso à sua economia. E a mensagem é de tranquilidade. Não tem nada de novo acontecendo. O que precisamos é preservar a nossa imagem”, disse.

 

“Acredito que o que mais saiu arranhado com esse processo é a imagem do País como um grande exportador de carne. Esse é o grande prejuízo que estamos sofrendo neste momento”, completou.

 

Operação

 

Ao todo, foram expedidos 38 mandados de prisão. A Justiça Federal do Paraná determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão das empresas investigadas.

 

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, também é citado na investigação. Ele aparece em grampo interceptado pela operação conversando com o suposto líder do esquema criminoso, o qual chama de "grande chefe".

 

A investigação apontou o uso de carnes podres, maquiadas com ácido ascórbico, por alguns frigoríficos, e a re-embalagem de produtos vencidos.

 

Segundo a PF, essa é a maior operação já realizada na história da instituição. Foram mobilizados 1.100 policiais em seis Estados (Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás) e no Distrito Federal.

 

Os grupos acusados, JBS e BRF, possuem 28 unidades industriais em Mato Grosso.

 

Em Mato Grosso, o grupo JBS informa em seu site que possui 24 plantas, entre unidades de processamento de bovinos, de confinamento de bovinos, de couro, centros de distribuição e unidades e centros de distribuição de aves.

 

Já a BRF possui quatro unidades industriais, além de um centro de distribuição, em Várzea Grande, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Nova Marilandia e Campo Verde.

 

De acordo com o superintendente federal da Agricultura do Estado (SFA-MT), José Assis Guaresqui, embora as unidades em Mato Grosso não tenham sido alvo no esquema apurado, não é possível descartar a possibilidade de os frigoríficos serem investigados em desdobramentos da operação.

 

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Alexandre Jr.  20.03.17 17h18
É muito simples de se resolver isto. Reduzam o preço da carne para o povo.
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joassis  20.03.17 12h07
Os frigorífico de mato grosso só não foi atingido porque não foi investigado.
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