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Política / SAÚDE
19.03.2017 | 10h18
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Cuiabá reclama de R$ 34 milhões atrasados pelo Estado

Secretário diz que contrapartida do Estado em relação à saúde da família não é feita desde julho

Marcus Mesquita/MidiaNews

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A secretária de Saúde de Cuiabá, Elizeth Lúcia de Araújo

DO DIÁRIO DE CUIABÁ

O atraso de R$ 34 milhões nos repasses que deveriam ser realizados pelo Estado ao município de Cuiabá estaria comprometendo a eficácia dos serviços de saúde na capital. A confirmação é da secretária de Saúde de Cuiabá, Elizeth Lúcia de Araújo. Alguns dos atrasos estariam prestes a completar um ano. 

 

A gestora frisou que a contrapartida do Estado em relação à saúde da família não é feita desde julho. Já a contrapartida em relação ao custeio de hospital - com exceção ao repasse das filantrópicas e de uma parte do São Benedito - não é feita desde outubro do mês passado. “Hoje, somando a contrapartida de fevereiro, temos 34 milhões de reais de atrasos de repasses do Estado. Isso tem causado um impacto muito grande para garantir o repasse para os prestadores de serviço e inclusive para ampliar o atendimento”, diz a secretária. 

 

Outro problema que está sendo trabalhado, segundo Elizeth, é quanto à falta de medicamentos. A secretária disse que existia uma licitação antiga desde 2015 que não contemplava todos os medicamentos, por isso uma nova licitação está em andamento, com previsão de sair o edital neste mês para aquisição dos que estão em falta. 

 

Quanto às obras na área de saúde, Elizeth ressaltou que ao todo são 63 unidades, 9% sequer iniciaram, 41% está em licitação, 36% são obras paralisadas por abandono das empresas e 14% estão em andamento, como as novas unidades de Pronto Atendimento e o novo Pronto-Socorro.

 

A UPA do Verdão tem a previsão de inauguração ainda neste ano e a do Jardim Leblon, assim como o novo Pronto-Socorro, devem ficar para 2018.

 

“São obras importantes para toda a cidade de Cuiabá e até para o Estado. Criou-se uma estratégia para se reformar com o menor custo possível. Além disso, as empresas foram notificadas para retomar as obras e judicializamos para poder fazer uma nova licitação das paralisadas”, enfatizou. 

 

Indagada sobre o fato de muitas pessoas terem que recorrer à judicialização da saúde para ter acesso a um medicamento, uma cirurgia ou atendimento negado, a secretária diz que em alguns casos ela se faz necessária.

 

“Às vezes a judicialização da saúde é a alternativa que a pessoa tem, mas às vezes há pessoas que têm usado dela de forma indevida, para furar a fila. Ao furar esta fila ela pode deixar para trás uma pessoa com necessidade maior que a dela. A alternativa é melhorar a comunicação com Ministério Público, Defensoria Pública e Judiciário. Que eles entendam o que é de fato urgente e o que é uma situação que o usuário não quer aguardar na fila e quer fazer uma situação para forçar um atendimento mais rápido”, ressalta. 

 

Insegurança na saúde – Têm sido cada vez mais recorrentes casos de médicos, enfermeiros e profissionais de saúde agredidos por pacientes ou acompanhantes. Na última quarta-feira, duas enfermeiras foram agredidas dentro do Pronto-Socorro de Cuiabá por um acompanhante. Ele teria chegado à unidade acompanhando uma idosa e se exaltou quando as profissionais afirmaram que teriam que aguardar o médico. 

 

A secretária de Saúde afirmou que o que tem acontecido é que os problemas têm sido mais notificados pela imprensa. Mas agressões, embates contra o servidor são algo constante. Tanto que, segundo ela, a saúde pública tem muitos servidores adoecidos em decorrência deste estresse.

 

“De um lado está o usuário em seu direito, mas que muitas vezes se excede e acaba agredindo, e, do outro, temos profissionais sobrecarregados e muitas vezes adoecidos, e há também os profissionais negligentes”, diz. 

 

Para coibir agressões nas unidades de saúde, Elizeth Lúcia confirmou que foi buscada uma parceria com a Polícia Militar para retomar a jornada voluntária, pela qual o policial faz um plantão no dia de folga e tem a remuneração pela Secretaria de Saúde. “Está em trâmite, aguardando o secretário de Segurança do Estado assinar”, confirmou a secretária. 

 

A Secretaria de Estado de Saúde foi procurada para se manifestar a respeito dos atrasos e de previsão dos repasses, mas não se posicionou até o fechamento da matéria.




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2 Comentário(s).

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Paulo Marcio  20.03.17 09h09
É secretaria agora a senhora esta vendo a dificuldade em gerir a saúde sem o apoio do estado, não adianta falar mau da gestão anterior da saúde, vamos ver se tem coragem de mudar.
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Luciano   19.03.17 21h48
Difícil a situação mais a lei fala que tem que esperar todo esse tempo. Porque Mauro Mendes não cobrou pelo valor. Porque a prefeitura não entra na justiça e cobra igual faz comigo que devo IPTU isso é uma palhaçada divulga que o governo do estado não faz o repasse porque ele diz que não deve nada aos municípios. Prefiro a verdade do que a mentira e os prefeitos tem que se calar
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