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Política / ESTABILIDADE
12.03.2018 | 16h00
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Blairo critica taxação do agronegócio e prevê resistência a Fundo

Em evento em Cuiabá, ministro da Agricultura defendeu que Executivo vá atrás dos sonegadores

Alair Ribeiro/MidiaNews

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O ministro da Agricultura, Blairo Maggi: sem taxação ao Agronegócio

DOUGLAS TRIELLI E CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) avaliou que o Governo do Estado deve enfrentar resistência de alguns setores para implantar o Fundo Emergencial de Estabilidade Fiscal (FEEF), que tem expectativa de arrecadar até R$ 500 milhões em um ano.

 

Apesar de preferir não avaliar o projeto, Maggi disse que é preciso ver quais setores estariam dispostos a contribuir com o Executivo.

 

“O Governo que tem que olhar o que pode fazer, conversar com setores que podem contribuir. Obviamente, não vai todo mundo entrar sem reclamar. Vai haver críticas”, disse durante um evento em Cuiabá, na manhã desta segunda-feira (12).

 

“Tem que fazer um estudo bastante claro. Ver quais são os setores que podem mais contribuir. Eu não vi o projeto do Governo, li pela imprensa. Ele quer parte dos fundos que estão aí colocados. Não posso emitir opinião, porque ainda não sei qual é o projeto”, completou.

 

O governo que tem que olhar o que pode fazer, conversar com setores que podem contribuir. Obviamente, não vai todo mundo entrar sem reclamar

Para o ministro, o agronegócio já contribui com o Estado. Segundo ele, apesar da produção ter aumentado nos últimos anos, a rentabilidade do produtor não cresceu na mesma proporção. Desta forma, seria “perigoso” taxar o setor.

 

Maggi defendeu que o Executivo vá atrás dos sonegadores do Estado.

 

“Não concordo em gênero, número e grau com essa afirmação de que o agronegócio não gera impostos para o Estado de Mato Grosso. Gera e muito. É base da nossa economia. O que o Estado precisa fazer é ir atrás daquele que não paga imposto, que é um número bastante grande e que, infelizmente, tem cobertura por liminares e outras coisas”, disse.

 

“Tenho certeza que se acabar com a prática ilegal, a prática da sonegação, a situação seria melhor. Não teríamos a situação que temos hoje. O agro não pode pagar a conta da ineficiência de um sistema que está corrompido”, completou.

 

O fundo

 

Até o momento, as contribuições confirmadas para o Fundo Emergencial de Estabilidade Fiscal são de empresas beneficiadas com incentivo fiscal e do setor frigorífico. Ambas devem contribuir por meio do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

 

O governador Pedro Taques (PSDB) disse que outros setores já concordaram com a ajuda.

 

Em tese, o Fundo de Estabilização Fiscal é um mecanismo que permite ao Governo retirar recursos de uma determinada área para usar em outra.

 

A medida é vista como “imprescindível” pelo Executivo, uma vez que os recursos da Fonte 100 do Estado não dão sequer para fazer o pagamento aos Municípios, duodécimos aos Poderes e salário dos servidores.

 

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2 Comentário(s).

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Aldo Vicente Filho  13.03.18 14h46
Se todos são iguais perante às leis, então todos devem pagar impostos e contribuir com o país. O trabalhador não tem saída, pois já descontam em seus holerites os impostos. A carga tributária sobre os pobres é muito alta em beneficio aos mais ricos. Todos devem pagar impostos sim.
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Vania  12.03.18 16h53
Tem que taxar mesmo. O pobre paga imposto, porque esses mega milionarios ficam reclamando. Por isso o estado está falindo
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