ENQUETES

Você já decidiu em quais candidatos irá votar nestas eleições?

PUBLICIDADE

Política / SEGURANÇA
13.06.2018 | 09h28
Tamanho do texto A- A+

Após TJ suspender, Taques concede escolta armada à ex-juíza

Comissão de Segurança do TJ suspendeu em definitivo escolta da juíza aposentada na terça-feira (12)

Alair Ribeiro/MídiaNews

Clique para ampliar

Mesmo aposentada, juíza alega sofrer ameaças por conta de sua atuação

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O governador Pedro Taques (PSDB) determinou que a Casa Militar providencie escolta de segurança para a juíza aposentada Selma Arruda, que é pré-candidata ao Senado pelo PSL.

 

A determinação, expedida na terça-feira (12), ocorreu logo após a Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça (TJ-MT) suspender por completo a segurança da juíza. 

 

Conforme a determinação do governador, a Casa Militar deve providenciar um estudo sobre os impactos da medida e a necessidade ou possibilidade de sua continuidade (veja a íntegra da decisão abaixo)

 

Além do pedido ao governador, a magistrada também ingressou com um recurso junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para suspender a decisão da comissão.

 

A escolta havia sido suspensa pela comissão no final de maio, sob alegação de inexistência de risco de vida à magistrada. Porém, o presidente do TJ, desembargador Rui Ramos, requereu uma reavaliação do caso.

 

Esse cenário pode desmotivar os servidores públicos da ativa a desincumbir com eficiência e presteza as suas funções, sobretudo os que lutam contra a criminalidade e estão em final de carreira

No pedido ao governador, Selma Arruda argumentou que, com a ausência da escolta, ela sofre risco vida, "em razão da aposentadoria recente, somado a possíveis atos de vingança dos réus dos processos em que atuou”.

 

A magistrada alegou que, devido aos serviços prestados ao Estado, recebe ameaças, e que a medida pode desmotivar outros servidores a atuarem contra a criminalidade no Estado.

 

"Esse cenário pode desmotivar os servidores públicos da ativa a desincumbir com eficiência e presteza as suas funções, sobretudo os que lutam contra a criminalidade e estão em final de carreira, próximos a alcançar o tão merecido descanso proporcionado pela aposentadoria", diz trecho do documento.

  

Após pedir aposentadoria, e se apresentar como pré-candidata ao senado, um boletim de ocorrência foi registrado relatando uma ameaça contra ela. 

 

A magistrada chegou a relatar que uma pessoa de sua convivência flagrou o momento em que dois indivíduos conversavam na Padaria América, em Cuiabá, supostamente tramando um atentado contra a sua vida.

 

Ainda segundo a juíza, uma das pessoas que estavam nessa padaria – e que foi fotografada – seria ligada a um policial civil condenado por ela. 

 

Selma Arruda atuou na Vara Contra o Crime Organizado da Capital antes de se aposentar. A magistrada ficou famosa por determinar a prisão de grandes figuras da política mato-grossense, como o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva, o ex-governador Silval Barbosa, assim como de membros de alta periculosidade de facções criminosas.

 

Quebra de protocolo

 

Na decisão que havia suspendido a escolta, a comissão de segurança apontou que Selma Arruda descumpriu os protocolos necessários, usando a escolta para eventos políticos e fins particulares.

 

“Ficou demonstrado que a magistrada tem quebrado o protocolo de segurança, pois frequenta lugares de grande aglomeração de pessoas que compromete a atuação de sua equipe, o que potencializaria eventual risco de ocorrência de atentados”.

 

Selma, por sua vez, já deu declarações dando conta de que o protocolo é “ilógico” e garante segurança aos magistrados desde que eles “não saiam de casa”.

 

"Fica fácil dar segurança para pessoa que não pode sair de casa. O protocolo está equivocado. Uma pessoa com vida normal, nem como magistrada, muito menos como pré-candidata, consegue segui-lo”, disse ela.

 

A comissão de segurança do TJ é formada pelo desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha (presidente) e pelos quatro membros que a compõem: a juíza Maria Rosi Borba, os juízes Marcos Faleiros e Bruno D’Oliveira Marques e o coronel Benedito Ferreira.

 

Veja fac-símile da decisão do governador:

 

 

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Juíza pede manutenção de escolta em razão de ameaças; TJ avalia

 

Selma revela que recebeu ameaça 15 dias antes de se aposentar

 

TJ aguarda dados da inteligência para reavaliar escolta de Selma




Clique aqui e faça seu comentário


10 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

roberto  14.06.18 13h26
Mostra a sensibilidade do Estado com aqueles que fizeram trabalho pelo combate à corrupção, e dá um recado aos novos juízes que se fizerem bem seu trabalho não serão desamparados.
4
4
Da Silva  14.06.18 08h34
Sou contribuinte e não concordo.
20
17
Daniel  14.06.18 07h47
A legislação serve para ser obedecida. Partindo do mesmo princípio polícias , agenpen e outro que lidam com crime organizado tem que ter esse mesmo benefícios.
18
10
Graci Ourives de Miranda  14.06.18 00h11
Dra. Selma Arruda prestou relevantes trabalhos para Mato Grosso. Graci Ourives de Miranda
19
22
Graci Ourives de Miranda  14.06.18 00h09
Eleitores, devemos valorizar Dra SELMA ARRUDA. Alguns antigos políticos levaram o Estado à bancarrota. Graci Ourives de Miranda. Professora/escritora
16
22
1999-2018 MidiaNews - Credibilidade em Tempo Real - Tel.: (65) 3027-5770 - Todos os direitos reservados

Ver em: Celular - Web