Cuiabá, Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
DEFESA DE TAQUES
07.11.2018 | 07h05 Tamanho do texto A- A+

Alan e família nunca conseguiram negócios com Governo, diz WS

Deputado relacionou licitações perdidas por empresas Novo Sabor, Leila Malouf e Mercatto Comunicação

MidiaNews

O deputado estadual Wilson Santos, que citou tentativas de Alan Malouf (detalhe) para obter contratos

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) afirmou que o empresário Alan Malouf e sua família tentaram fazer quase dez contratos com a gestão Pedro Taques (PSDB), mas que não conseguiram nenhum.

 

Isso, segundo ele, demonstra o porquê do empresário - que já foi preso e condenado a mais de 11 anos de prisão, por participação em esquemas na Seduc (Secretaria de Estado de Educação) - ter acusado Taques de prática de caixa 2, em delação premiada.

 

Ao defender o atual Governo, durante sessão noturna desta terça-feira (6), Wilson citou alguns episódios em que Alan e sua família foram "barrados" no Estado.

 

Entre eles, o fornecimento de alimentação para presídios, por meio da empresa Novo Sabor; contrato via agência de publicidade, através da Mercatto; e atendimento a secretarias com serviço de buffet por meio do Leila Malouf.

  

O Alan Malouf e sua família tentaram desde o início fazer negócios com o Governo. Passados três anos e dez meses, não conseguiu realizar nenhum contrato

“A verdade é uma só: o empresário Alan Malouf e sua família tentaram, desde o início, fazer negócios com o Governo. Não fez nenhum. Passados três anos e dez meses, não conseguiu realizar nenhum contrato com a gestão Pedro Taques. Daqui podemos tirar nossas conclusões...”, disse.

  

Segundo ele, inicialmente, Alan tentou emplacar um contrato para o fornecimento de alimentação para os presídios de Mato Grosso. 

 

"Todos sabem que a sua mãe (Leila Malouf) e a sua família possuem um buffet muito requisitado, mas além do buffet o grupo possuiu a empresa Novo Sabor, que trabalha com uma linha popular de alimentação e participou de uma licitação em 2015. Naquele momento, o governo ofertou mais de 50 lotes no pregão. A Novo Sabor concorreu em sete lotes e perdeu em todos. Não ganhou nenhum", afirmou.

 

Malouf citou em sua delação que perdeu o contrato para uma empresa que ofereceu preço R$ 6 mais barato que o dele.

 

Outra licitação perdida, segundo Wilson, foi uma em que a empresa de Malouf disputou sozinha.

 

“O Buffet Leila Malouf também disputou como concorrente único para prestar serviços de buffet nas mais diversas áreas do Governo. Também na modalidade pregão, em dezembro 2016", disse.

 

"Mesmo como concorrente único, o Buffet Leila Malouf foi reprovado, pqrque o Estado inabilitou a empresa por não ter atestado de capacidade técnica. E mesmo tendo sido concorrente único, não venceu a concorrência”, disse Wilson.

 

Marcus Batista/Jornal Fotográfico

Giovani Guizardi

Giovani Guizardi, primo de Alan Malouf

Publicidade

 

O deputado também citou outra derrota da família Malouf, dessa vez por meio da agência de publicidade Mercatto Comunicação, que concorreu na licitação feita pelo Gabinete de Comunicação, em março de 2016.

 

"O grupo Malouf participou com a empresa Mercatto, de Adel Malouf, irmã de Alan. Essa agência trabalhou no governo do Estado durante 2009 e 2015, por meio de contratos emergenciais", disse. 

 

“A licitação que o Governo Pedro Taques fez foi disputada por 22 agências de Mato Grosso e do Brasil para serem contratadas cinco agências. A Mercatto foi classificada em nono lugar. Eles fizeram um recurso administrativo, que foi devidamente analisado e reconhecido em alguns aspectos. E, com isso, foi reclassificada de nono para sétimo e continuou fora das cinco classificadas. Então, a empresa da irmã de Alan Malouf também não conseguiu fazer negócio com o Governo Pedro Taques”, afirmou.

 

Indenização de R$ 150 milhões

 

Wilson disse que uma quarta tentativa de negócio do empresário foi receber uma indenização do Estado. Malouf tentava receber o dinheiro desde a Gestão Silval Barbosa. 

 

“A quarta tentativa de negócio foi uma indenização de uma fazenda, localizada em Barra do Garças, de aproximadamente 9 mil hectares. A Justiça deu ganho de causa ao grupo Alan Malouf e estabeleceu uma indenização de R$ 43 milhões. E através do magistrado, doutor Roberto Seror, o valor foi acrescido em mais de R$ 100 milhões a títulos de juros e atualizações monetárias, chegando a quase R$ 150 milhões”, disse.

Ele se consorciou com o Giovani Guizardi, que é seu primo, para ganhar um contrato na Seduc. Ou seja, mais uma ação do grupo Alan Malouf para tentar fazer negócios com o Governo, no valor de R$ 22 milhões, mas o Condes não autorizou a licitação

 

“Alan e sua família tentaram receber do Pedro Taques. Alan procurou e cobrou do governador para que fizesse as tratativas para pagar essa sua indenização. O governador, como de costume, encaminhou o assunto à Procuradoria Geral do Estado, que era dirigido pelo procurador Patrick Ayala. E a PGE simplesmente embargou o pagamento e, até hoje, ele não foi feito”, afirmou.

 

Santos também citou a Operação Rêmora, deflagrada em maio de 2016.

 

"Antes da operação, o Governo vinha negando todas as tentativas do grupo Alan Malouf e sua família de realizar contratos e negócios. Um dia após a posse, o governo travou tudo via decreto, licitações, compras, novos contratos e criou o Condes. A partir dali não era mais secretário ou o governador que definiria sozinho sobre as licitações, mas um conselho formado por Seplan, Seges, CGE, Casa Civil, Sefaz e gabinete do Governo".

 

Segundo o deputado, em julho de 2015, Alan Malouf tentou emplacar o projeto Escola Legal, na Seduc.

 

"Ele se consorciou com o Giovani Guizardi, que é seu primo, para ganhar um contrato na Seduc. Ou seja, mais uma ação do grupo Alan Malouf para tentar fazer negócios com o Governo, no valor de R$ 22 milhões, mas o Condes não autorizou a licitação", disse. 

 

"A verdade é uma só: o empresário e sua familia tentaram, desde o início, fazer negócios com o Governo Pedro Taques. Não conseguiu realizar nenhum contrato.  Nem ele, nem ninguém da família Malouf", disse Santos.

 

 




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5 Comentário(s).

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Albanir berigo  07.11.18 11h57
Continuo acreditando na honestidade de Pedro taques
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Marta dos Anjos  07.11.18 09h45
Tudo o que falaram até o momento do governador nao se confirmou, nada, nenhum esquema, nenhuma negociata....... chega de sacanagem...... confiar mais no sr governador ou em quem já foi condenado a 10 anos de cadeia??????
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Carlos Wilson  07.11.18 09h43
Isso mostra o pq do rapaz ta esperneando, nao conseguiu teta né?
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Marcia CPA  07.11.18 09h43
É PRECISO COLOCAR TUDO EM PRATOS LIMPOS, VAMOS SABER QUEM É O MOCINHO E QUEM É O BANDIDO NESSA HISTORIA
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ANA  07.11.18 08h23
OLHA O PUXA SACO AI DEFENSOR DE TAQUES. KKKKK
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