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23.06.2017 | 18h00 Tamanho do texto A- A+

“Acham que eu seria idiota de deixar hospital pronto e fechado?”

Taques acusou parte da bancada Federal de fazer “politicalha com a Saúde”

Alair Ribeiro/MidiaNews

O governador Pedro Taques, que criticou o que ele chama de "politicalha" com a Saúde

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou, na última quinta-feira (22), que não seria “idiota” de permitir que o novo Pronto-Socorro de Cuiabá fosse concluído e continuasse fechado em razão da falta de equipamentos para funcionamento.

 

A declaração é em resposta a membros da bancada federal de Mato Grosso, que tem criticado a proposta de repassar uma emenda conjunta de R$ 80 milhões para socorrer a saúde pública do Estado, que acumula dívidas de aproximadamente R$ 100 milhões.

 

Conforme acordo entre os oito deputados federais e três senadores de Mato Grosso, a emenda tem como objetivo a compra de equipamentos para o Pronto Socorro.

 

Ocorre que o deputado Nilson Leitão (PSDB) sugeriu que os recursos fossem transferidos para outras áreas da saúde pública do Estado, que precisam de recursos neste momento, já que a obra ainda da nova unidade ainda não está concluída.

Nosso governo que teve a coragem, junto com o governo Mauro Mendes, de aportar os recursos e agora tem gente que quer capitalizar isso politicamente

 

“O ex-prefeito Mauro Mendes só não conseguiu dar início a obra antes porque o governo passado não quis dar um real. Não quis ajudar. Aí eu fiz o compromisso e comecei a fazer [a obra] com o Mauro em abril de 2015, com aporte de R$ 50 milhões do Governo”, disse Taques.

 

“Nosso governo que teve a coragem, junto com o governo Mauro Mendes, de aportar os recursos e agora tem gente que quer capitalizar isso politicamente. Nem decidi ainda se esses valores [emenda] vão para o Estado todo ou não. E, se for para todo o Estado, vocês acham que eu seria idiota de deixar um hospital pronto e fechado em 8 de abril ano que vem?”, questionou Taques, ao citar a data de aniversário de Cuiabá que é, inclusive, a previsão para entrega da obra.

 

Apesar de não citar nomes, a crítica do governador parece ter sido direcionada ao deputado federal Valtenir Pereira (PSB) e ao senador Wellington Fagundes (PR), que já se posicionaram contra o remanejamento.

 

Segundo Taques, muitos dos que se opõem à proposta nada fizeram antes para que um hospital público fosse construído na Capital.

 

Ele citou também que os críticos estariam pensando somente em questões eleitorais.

 

“Quando era pra contribuírem pra fazer o hospital, não fizeram. A pergunta é: porque não fizeram? Isso é coisa de quem quer ganhar voto em Cuiabá, não tem voto e quer fazer politicalha com a Saúde”, disse o governador.

 

“Eu vejo o seguinte: 31 anos sem construir um hospital em Cuiabá, nós iniciamos a construção do hospital e agora tem gente que quer pegar carona nisso. Nós precisamos da bancada para nos ajudar. O que eu não gostaria é de politizar esse assunto da saúde pública. Quero ressaltar a importância da bancada para nos trazer dinheiro, mas sem politicalha. Não posso fazer politicalha com isso, não faremos”, afirmou.

 

O governador disse ainda que tem tratado do assunto com o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) e garantiu que a obra será concluída e equipada.

 

“Quero ressaltar que eu e o prefeito Emanuel Pinheiro temos conversado sobre este assunto de maneira republicana. Não ha divergências sobre isso. Temos que deixar a politicalha de lado. Estamos conversando de forma séria e adulta sobre a saúde”.

 

“Esse hospital é um compromisso de campanha e estamos cumprindo o compromisso, quando muitos que aqui estavam não fizeram nada. É bom que se diga. Vamos terminar e, para desespero de muitos, equipar o hospital”, concluiu Taques.

 

Obra  

 

Conforme o projeto da obra, o novo Pronto-Socorro terá 309 leitos, sendo 60 para Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

 

A obra está orçada em R$ 79,6 milhões. Setenta por cento dos recursos são de responsabilidade do Governo do Estado e os outros 30% correspondem à contrapartida da Prefeitura.

 

A unidade será especializada em cirurgia geral, clínica médica, pediatria, cirurgia pediátrica, cardiologia, oncologia e tratamento de queimados.

 

Também deverão ser oferecidos serviços de radiologia, ultrassonografia, endoscopia digestiva, análises clínicas, eco cardiograma, eletroencefalografia, fisioterapia e colonoscopia.

 

O hospital ainda contará com consultórios de urologia, ginecologia, cardiologia e clínica geral.

 




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COMENTÁRIOS
3 Comentário(s).

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RAIMUNDO HENRIQUE COSTA  24.06.17 09h05
É VERDADE O GOVERNADO NÃO CONSEGUIU HORAR COM O MAURO MENDES E COM PODERÁ HONRAR COM O PREFEITO EMANUEL PINHEIRO? O GOVERNADOR TEM QUE TER CORAGEM DE ENFRENTAR É O AGRONEGÓCIO E RETIRAR O RECURSO DO FETHAB.
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EDSON  23.06.17 10h16
a preocupação é justante isso, repasse do governo. não ta cumprindo nem os 50 milhoes do acordo feito com mauro mendes, vai cumprir com Emanuel?
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edy marcos  23.06.17 09h47
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