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Polícia / VG E REGIÃO
06.12.2017 | 10h47
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Polícia prende quadrilha que roubou mais de 20 casas e empresas

Um dos principais integrantes da quadrilha tem quatro condenações, mas estava em liberdade

Divulgação

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A quadrilha foi presa em ação da Polícia nesta quarta-feira

DA REDAÇÃO

Oito integrantes de uma quadrilha envolvida em vários roubos em Várzea Grande foram presos nesta quarta-feira (06), na operação "Coercere", deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), do Município. O  grupo roubou e furtou mais de 20 residências e empresas, em Várzea Grande e interior.  

 

Os suspeitos C.E.S. e J.S.S. estão no topo da organização. Como líderes, os dois  comandam os "soldados" do crime, que são gerenciados pelo comparsa R.S.C.M., que possui quatro condenações na Justiça e estava no regime semiaberto.

 

Os três decidem os locais do cometimento dos crimes, por quantos irão revender cada produto furtado ou roubado, e o repasse para cada integrante do grupo criminoso.

 

J.S.S., segundo as investigações, fornece suporte ao bando, desde o transporte ao local até o monitoramento das imediações, como objetivo de proteger os comparsas e avisar da aproximação da polícia.

 

Os integrantes também se revezavam nas ações, ora na linha de frente, executando, ora na retaguarda, providenciando o transporte, monitorando e viabilizando os compradores para os produtos subtraídos.

  

Em três dos casos investigados na Delegacia, a Polícia Civil apurou que a quadrilha foi responsável pelo roubo praticado no dia 11 de outubro, em uma residência no Bairro Mapim, em Várzea Grande.

 

Na ocasião, três integrantes do grupo invadiram a residência, enquanto os demais comparsas ficaram dando cobertura do lado de fora.

 

O proprietário da residência é o presidente do bairro e dias antes havia realizado uma festa e arrecadado R$ 12 mil, para comemoração ao dia das crianças.

 

Com a informação, o grupo, cujos integrantes são moradores da região, invadiram a residência, renderam a família e levaram todo o dinheiro, além de dois televisores, avaliados em quase R$ 3 mil, dois celulares e outros pertences.  Eles agiram com extrema violência, segundo a Polícia.

 

"Nesse roubo os criminosos foram extremamente agressivos, eis que, além da grave ameaça exercida com o emprego de arma de fogo, agrediram fisicamente, desferindo diversos chutes e coronhadas. Eles também colocaram arma de fogo na cabeça das crianças de 9 e 11 anos, ameaçando que iram matá-las", disse a delegada titular da Derf, Elaine Fernandes da Silva.

 

No assalto, para não serem reconhecidos, os bandidos colocaram camisetas para encobrir os rostos, deixando somente os olhos aparentes. Segundo a investigação, os bandidos também cogitam sequestrar a vítima e levá-la para um cativeiro e o gerente do bando chegou a perguntar se podia matar a vítima.

 

Dias antes, os criminosos  fizeram um "limpa em casa", no Bairro Chapéu do Sol, de onde levaram eletrodomésticos da residência, como uma geladeira nova, lavadora de alta pressa, máquina de corta grama, ferramentas, bombas pulverizadoras de jardim, dando prejuízo de mais de R$ 4 mil.

 

A vítima, totalmente inconformada, disse que estava mobilhando a casa para se mudar no feriado, dia das crianças.

 

Em outro crime, desta vez na cidade de Barra do Bugres, os bandidos de Várzea Grande roubaram no dia 24 de novembro, um veículo Honda HR-V, que foi apreendido com o líder do bando, Carlos Eduardo, com os sinais adulterados.

 

Em mais um furto, no bairro Novo Tempo, ocorrido em 29 de novembro, onze televisores foram recuperados nas investigações da Delegacia.

 

A delegada Elaine Fernandes disse que a associação criminosa possui uma rede de integrantes de altíssima periculosidade. "Eles costumam monitorar a ação da polícia através dos radios HT's", disse.

 

Segundo a Polícia Civil, o  grupo criminoso estava planejando executar um grande roubo, na manhã desta quarta-feira (6), na loja Eletrokasa, em Várzea  Grande, com  nesta informações repassadas por uma funcionária que possui um filho preso na Cadeia do Capão Grande.

 

"Dessa forma, resolvemos antecipar a deflagração da operação Coercere, visando impedir até mesmo a ocorrência de um latrocínio, haja vista a alta periculosidade dos integrantes do grupo criminoso", afirmou a delegada.

 




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