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Polícia / "JUÍZAS" DO C.V.
14.03.2018 | 15h08
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Polícia: mulheres de facção determinavam punição a inimigos

Operação foi deflagrada nesta quarta-feira; 51 mandados judiciais foram expedidos para três Estados

Divulgação/Pjc

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A declaração foi dada durante entrevista coletiva realizada na Secretaria de Segurança Pública

JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

As jovens Carla Eduarda dos Santos e Emmylee Souza, alvos da Operação 10º Mandamento, tinham a função de definir qual pena seria aplicada aos inimigos da facção criminosa Comando Vermelho.

 

Segundo  a Polícia Civil, apenas Carla Eduarda, conhecida como Duda, foi presa em Barra do Garças (509 km de Cuiabá). Emmylee, que tem o apelido de “Princesinha”, ainda está foragida.

 

Foram expedidas 51 ordens judiciais, sendo 38 de mandados de prisão e 13 buscas no Paraná, Goiás e Mato Grosso.

 

Aqui, os mandados de prisão são cumpridos em Barra do Garças (contra onze pessoas que já estavam presas e nove soltas), Rondonópolis (um reeducando), Água Boa (sete reeducandos e três soltos) e Cuiabá (oito lideranças - sete detentos e um solto).

 

Segundo o delegado Joaquim Leitão, de Barra do Garças, as garotas tinham papéis "extremamente importantes" dentro da facção criminosa.

 

prganorgrama

Organograma de lideres da facção criminosa

“As meninas tinham a função importantíssimas de aplicar as penas e sanções a quem desatendia a algum comando dentro da organização criminosa. Elas davam uma palavra precisa, como: 'Em relação a esse sujeito, sugiro tal pena’. Ou também faziam as mudanças de penas para outras”, disse Leitão, em entrevista coletiva na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

 

Além das garotas também foram presos Renildo Silva Reis, mais conhecido como “Snype”, Aldemir de Assis Campos ("Japa"), Gilson Rodrigues dos Santos ("Tião"), Wanderson Pinheiro de Souza ("Caju"), Fábio Barboza ("Barboza") e Amaury Milhomen ("Sofrimento").

 

De acordo com o organograma divulgado pela Polícia, Renildo Silva era o líder do grupo e estava preso em uma penitenciária de segurança máxima em Catanduva (PR), de onde, segundo a Polícia Civil, ele comandava os crimes em Mato Grosso.

 

Já Wanderson Pinheiro foi preso em um bairro de Cuiabá. Ele estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica e tinha a missão de fazer o recrutamento ou “batizado” de novos membros.

 

“Ele inclusive mandava confeccionar camisetas para futuramente usarem”, disse Leitão.

 

A Operação

 

A ação é resultado de investigações da Delegacia Regional de Barra do Garças, por meio do Núcleo de Inteligência, e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), para resposta contra a facção, que atua no interior de presídios do Estado do Mato Grosso.

 

As investigações iniciaram na cidade de Barra do Garças, quando ações delitivas foram orquestradas por essa organização criminosa, em face de órgãos da Segurança Pública (incêndio das viaturas do Sistema Socioeducativo).

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Operação caça membros do Comando Vermelho em MT

 




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2 Comentário(s).

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MARCÃO  15.03.18 13h35
Grande Leitão! Parabéns.
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Elder Silva de Sousa  15.03.18 09h02
Joaquim Leitão excelente Delegado, escritor, pessoa! Brilhante investigação que partiu do interior do estado, mesmo faltando investimento em pessoas e materiais, as delegacias, presidios estão a mercê desses criminosos, falta concurso para a policia civil e tem aprovados Agepen. brilhante trabalho!!
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