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Opinião / JORGE MACIEL
11.08.2017 | 10h34
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Taques e o fim (defendido) do VLT

O razoável é manter preso e prender quem provocou os estragos e buscar outras formas de transporte

Quando, nos próximos dias, receber mais informações de assessores diretos e a Procuradoria-Geral do Estado exarar parecer sobre a viabilidade ou não da continuação das obras do VLT, o governador Pedro Taques decidirá, acatando ou não a sugestão, se continua ou aborta as obras, que aqui chamo de o “Bebê da Rosimeire”, nascido do ventre do ex-governador Silval Barbosa e sua trupe, empreiteiros e parlamentares, os quais são conhecidos de cor e salteado pela população.

 

 

O governador do Estado teve o lampejo da premonição, já no início de 2013, de que o VLT em Cuiabá, em pleno arroubo da Copa 2014, seria um problema.

 

No Senado Federal, ‘bateu duro’ contra, cuspiu, esperneou, sei lá, mas foi voto vencido e uma leva de políticos e gestores se regalou com o início das obras que jorravam propinas e não foram além dos 10% em execução.

 

 

No começo da sua gestão, Taques até que se assanhou para continuar as obras, considerando que a população já pagara – e caro, mais de um bilhão e meio de reais – e que concluir as obras era o mais razoável.

 

Por ele, em setembro, um primeiro trecho seria concluído até o ano que vem (Várzea Grande-Porto).

Pedro Taques deve a aguardar, tecnicamente, uma posição do seu pessoal, mas, pelo seu desejo antigo de não permitir a conta no bolso do contribuinte, deverá esquecer o VLT e trilhar outras alternativas

 

Ocorre que a operação da Polícia Federal, chamada de Descarrilho (melhor seria Descarrilo), provocou sobressaltos ainda mais devastadores do que supunha a vã filosofia popular e o próprio Governo: os estragos fiscais e financeiros e a quantidade de envolvidos no esquema estão além do se media há algum tempo.

 

 

Com revelação recente de novos nomes e montantes pela Polícia Federal, Taques, imediatamente, suspendeu as conversas que vinha mantendo com o Consórcio VLT, enlameado, junto com políticos numa trama, onde forrar as contas bancárias e ampliar o poder aquisitivo era o único fim.

 

As obras eram o que de menos interessava – como está provado nos trilhos, estação, armações e vagões entregues e carcomidos pelo tempo, poeira, sol e chuvas e o nunca mais.

 

Pedro Taques deve a aguardar, tecnicamente, uma posição do seu pessoal, mas, pelo seu desejo antigo de não permitir a conta no bolso do contribuinte, deverá esquecer o VLT e trilhar outras alternativas, o BRT (aquele corredor para ônibus sanfonados), por exemplo, leiloando os vagões, livrando-se da herança maldita.

 

Há quem defenda a continuidade das obras, mesmo com todos os prejuízos.

 

O razoável seria, porém, manter preso e prender quem provocou os estragos e buscar outras formas de transporte para Cuiabá, além de se se livrar dos canteiros mortos entre a capital e Várzea Grande.

 

Cuiabá carece de muitas coisas, precisa de investimentos variados, de avenidas, praças, áreas de lazer. Menos de linhas do VLT.

 

JORGE MACIEL é jornalista em Cuiabá.




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2 Comentário(s).

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LUIZA CLARA LEMOS  11.08.17 15h51
É verdade que o então senador Pedro Taques foi o único contra o VLT e previu a corrupção já antes da Copa, ao contrário de muitos parlamentares que hoje criticam, mas faziam questão de defender e aparecer na foto ao lado do ex-governador Silval. Sobre Pedro Taques ele só errou ao anunciar que terminaria as obras, mas felizmente não permitiu mais dinheiro no bolso do Consórcio VLT (leia-se empreiteiras) ao anunciar o fim das conversas e, parece, o fim definitivo das obras. Agora o maior problema é encontrar um rumo para nova modalidade de transporte e para tanta sujeira enas vias de Cuiabá e Várzea Grande
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Jorge luis fagundes  11.08.17 10h20
Parabéns pelo artigo. Concordo plenamente da sua opinião!!
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