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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
19.03.2017 | 07h00
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Tá faltando História - 1

A imprensa era francamente apoiada pela ideia divisionista e reproduzia o jogo político a favor do Sul

No correr desta semana escrevi um artigo com o título “38 anos”, registrando a data de posse do primeiro governador de Mato Grosso depois da divisão do estado. Recontei um pouco da História da época.

 

Escrevi pensando: “as pessoas podem pensar que estou sem assunto”. Escrevi. Impressionou-me a quantidade de manifestações que recebi por e-mail, pelo facebook, pelo twitter, pelo telefone e pessoalmente. Até alguns depoimentos emocionados. Verdadeiro amor à terra e à História. Confesso que me emocionei.

           

Passei o resto da semana avaliando. Resolvi escrever mais um pouco sobre o tema. Cheguei a Mato Grosso aos 32 anos em 25 de agosto de 1976. Vim de Brasília pra trabalhar no Governo do Estado que vivia uma profunda crise na relação das regiões Norte e Sul. Ou, entre Cuiabá e Campo Grande, que resumiam aquele velho Mato Grosso.

Eis que o presidente da República, general Ernesto Geisel, anunciou em abril de 1977 o envio ao Congresso da Lei Complementar 31 que estabelecia a separação das duas regiões

 

Tanto do ponto de vista político, como cultural, econômico, geográfico e sociológico. Eram dois mundos que falavam línguas diferentes, mas faziam parte do mesmo território político. Só!

        

Como funcionário do Departamento de Divulgação do Governo de Mato Grosso – Sedimat, viajei incontáveis vezes para o Sul em comitivas do governo. Ambiente sempre tenso. Duas cidades eram especialmente carinhosas conosco: Três Lagoas e Corumbá. De algum modo se pareciam com Cuiabá. Corumbá era mesmo uma extensão de Cuiabá.

 

No passado as navegações que ligavam Cuiabá ao Brasil passavam por lá. Era um porto importante também e abastecia a capital de mercadorias. Campo Grande era especialmente hostil. Muitos constrangimentos. O governador Garcia Neto tinha muito de diplomata e engolia os desaforos.

           

Quanto mais a divisão de 1977 se aproximava mais o clima ficava hostil. Os líderes políticos do Sul eram fortes militantes da divisão e precisavam atender às aspirações dos eleitores de lá. Atacavam os líderes e o governo sediados em Cuiabá. A imprensa era francamente apoiada pela ideia divisionista e reproduzia o jogo político a favor do Sul.

 

Finalmente, passada essa fase de sufoco, eis que o presidente da República, general Ernesto Geisel, anunciou em abril de 1977 o envio ao Congresso da Lei Complementar 31 que estabelecia a separação das duas regiões. Um monstrengo essa proposta de lei.

      

Em 1º. de janeiro de 1979 o Norte e o Sul se separaram e nasceram os novos estados. Um novo e outro, o nosso velho Mato Grosso. Mas isto é conversa pro artigo de amanhã...

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br    www.onofreribeiro.com.br




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