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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
30.04.2018 | 07h58
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Sonho de consumo do eleitor

Acabaram os limites entre o público, o privado e o institucional

Em Mato Grosso a folha de salários dos servidores públicos era de R$ 5,5 bilhões em 2014 e passou pra R$ 7,7 bilhões em dezembro de 2017. Aumento de 40%. É muito cm a economia em decadência. No início do ano legislativo de 2018 o próprio governador Pedro Taques revelou em discurso na Assembléia Legislativa de Mato Grosso que de cada R$ 100 arrecadados, somente R$ 1,86 sobram pra investir. Os R$ 89,14 são gastos com o próprio Estado. Pagam salários, custeio e dívidas. Traduzindo: o Estado consome a economia estadual com ele mesmo e não devolve os serviços essenciais para os quais deveriam servir os impostos arrecadados.

 

No conjunto desse problemão há muita coisa que precisa mudar. É o tema deste artigo. Desde a malfadada Constituição de 1988 o Estado inchou de maneira desumana. Primeiro, pelos próprio sistema constitucional. Depois pelos desvirtuamentos eleitorais sucessivos, entre eles as malditas coligações partidárias. Elas mataram os partidos e criaram grupos de poder que hoje vampirizam o Estado em seu benefício e em benefício dos seus negócios. Desse modo, o Estado brasileiro se prostituiu ao limite.

 

O cidadão e eleitor já se conscientizou que não pode mais trabalhar cinco meses do ano pra sustentar com impostos estruturas públicas ineficientes e incapazes

Acabaram os limites entre o público, o privado e o institucional. Acabou-se o senso de ética nas relações do Estado entre si e dele com a sociedade que o mantém. Este é o quadro doloroso.

 

Que Estado nacional e subnacional o cidadão quer a partir de 2019? Primeiro, enxugar a estrutura do Estado e revalorizar os quadros do funcionamento. Dessindicalizar a estrutura e profissionalizar o espírito de quem executa, dirige e cumpre a burocracia estatal. Reduzir o corporativismo mediante medidas duras de enquadramento às responsabilidades profissionais. Afastar definitivamente os partidos políticos da gestão pública pra acabar com a prostituição eleitoral, financeira e administrativa.

 

Reduzir custos mediante a terceirização da maioria dos serviços que hoje custam muito caro ao contribuinte com respostas medíocres.

 

Tem muito mais. Mas o cidadão e eleitor já se conscientizou que não pode mais trabalhar cinco meses do ano pra sustentar com impostos estruturas públicas ineficientes e incapazes de produzir resultados minimamente aceitáveis. Intolerável!

 

É claro que isso não vai se resolver nas eleições de 2018 e nem nos mandatos de 2019 a 2022. Será um tempo de caos. Varrer todas as sujeiras acumuladas debaixo dos tapetes do Estado levará gerações. Mas sem o caos nunca saírem da inércia maluca de hoje. Caos não é desordem. É a falta de uma ordem. Hoje estamos na desordem. O caos é promissor.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista




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