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Opinião / VICENTE VUOLO
13.06.2018 | 12h55
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Salzburgo, Pátria de Mozart

Não escolhi passar meu aniversário em Salzburgo. Foram os desígnios de Deus

Quem visita Salzburgo, na Áustria, se encanta com suas montanhas, vales verdes, florestas nos arredores, mas, também, com a arquitetura da cidade e as ofertas culturais.

 

Salzburgo, literalmente em alemão, “Fortaleza de Sal” está localizada às margens do rio Salzach, um dos mais importantes dos Alpes austríacos. Esse nome se refere à importância do rio como rota de transporte de Sal de Hallein e outras minas da província no século 18.

 

É um lugar apaixonante, poético, que encanta e inspira. Por isso, serviu de cenário do filme “A Noviça Rebelde”, um dos musicais mais prestigiados da Broadway. Seu sucesso permanece vivo entre nós, mesmo após mais de 50 anos da sua estreia, conquistando novas gerações que se encantam com a paixão entre a jovem noviça e o capitão viúvo.

 

O Palácio Mirabell, com os famosos jardins coloridos, cheio de flores, e até orquestra fazendo apresentação ao ar livre, foi o escolhido para que Maria (Julie Andrews) e as crianças cantassem e dançassem “Dó-Ré-Mi”. Desse majestoso palácio, pode-se admirar a fortaleza medieval de Hohensalzburg, principal cartão postal de Salzburgo. Ao descer da fortaleza, logo da saída do funicular, está o cemitério de São Pedro, onde a família “Von Trapp” (de a Noviça Rebelde) se escondeu dos nazistas antes de fugir para os Alpes.

A “cidade do sal” ou da música, poderia ser chamada, também, de “cidade dos trajes típicos” dada a sua importância para os austríacos

                   

Mas, a fama de Salzburgo, não é de agora. Remonta ao século XVIII, com a trajetória vibrante do seu filho mais ilustre, considerado um dos maiores nomes da música erudita e um dos compositores mais importantes da história da música clássica.

 

Wolfgang Amadeus Mozart, um gênio, foi o autor de mais de 600 obras, muitas delas referenciais na música sinfônica, concertante, operística, coral, pianística e camerística.

 

Desde criança apresentou grande talento musical. Com 5 anos, Mozart escreveu um concerto para cravo, “Minueto e Trio em Sol Maior”, hoje catalogado no Índice Koechel como o nº 1. Compôs óperas de grande sucesso, dentre as quais, “Idomeneo” (1781), “O Rapto do Serralho” (1782), “Bodas de Fígaro” (1786), “Don Giovanni” considerada por muitos especialistas a maior de todas. No ano de 1791, compõe as duas últimas obras de sua vida, as óperas “A Clemência de Tito” e “A Flauta Mágica”, já com saúde debilitada. Morreu com apenas 35 anos de idade.

 

Hoje, Mozart é visto pela crítica especializada como um dos maiores compositores do mundo, caracterizada pela claridade, simetria e equilíbrio. Sua produção conseguiu conquistar grande prestígio mesmo entre os leigos, e sua imagem se tornou um ícone popular.

 

Hoje, pode-se apreciar em Salzburgo o “Mozart Dinner Concert”, que acontece todas as noites no mais antigo restaurante da Europa (anterior ao ano 803), o Stifskeller St. Peter. O jantar acontece em um auditório barroco, à luz de velas, dentro de um monastério beneditino. Os músicos vestem trajes típicos da época e volta e meia interagem com os espectadores. A programação musical acontece em três partes – e cada uma das partes é dedicada a uma famosa ópera de Mozart: “A Flauta Mágica”, “Don Giovanni” e “As Bodas de Fígaro”.

 

A “cidade do sal” ou da música, poderia ser chamada, também, de “cidade dos trajes típicos” dada a sua importância para os austríacos. Os chamados “Tracht” (roupas típicas) desfilam pelas ruas no final de semana. Essas roupas são usadas até em festas de casamento.

 

Para quem está completando mais um ano de vida, passear pelas ruazinhas do centro histórico, como a Getreidegasse e a Linzer Gase, cheia de turistas, com os charmosos cafés e restaurantes, é um privilégio. Ainda mais, visitar a casa de Mozart! Comemorar o níver degustando as famosas “Mozartkugeln”, que são bombons de pistache, marzipan e nougat feitos a mão acompanhado do excelente vinho branco austríaco, é um sinal de admiração e respeito a um povo que sabe cultuar o passado e  a sua rica história.

 

Não escolhi passar o meu aniversário de 2018 em Salzburgo. Foram os desígnios de Deus, dentro de um roteiro pelo Leste Europeu. Foi a sua onipotente bondade que pediu para refletir sobre a vida, de quanto ela é bela, desde que edificada com muita fé e amor.   E, nada melhor, que uma cidade que respira música -   a melhor maneira de transmitir em melodia o amor, a paz, o respeito e a amizade entre os povos - para propagar esse sentimento.

 

VICENTE VUOLO é economista e cientista político

 




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