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Opinião / LICIO MALHEIROS
17.03.2017 | 18h14
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Safra recorde de soja em Mato Grosso

Acabou se tornando o grande filão, trazendo dividendos para o nosso Estado

O intemperismo, ação natural que interfere diretamente na agricultura; entre os elementos norteadores desse fenômeno natural está à chuva ou precipitação, elemento natural este, que poderá ajudar ou não na prática da mesma.  

 

As plantas oleaginosas, aquelas que permitem obter óleo, isto quer dizer que os frutos ou as sementes destes vegetais podem ser processados para conseguir uma substância que tem utilidade na indústria, seja este alimentar ou de outro tipo.

 

Nosso Estado, por apresentar dimensões territorial continental, 903.357 quilômetros quadrados, e por ser coberto por 38,29% de cerrado, antes visto como um solo pobre ganhou então um novo olhar, pois surgiram insumos que corrigiram  as alterações ou as deficiências de substância tornando o solo apto à prática da agricultura.

 

Este evento ocorreu a partir da década de 70, impulsionado pela indústria de óleo e pelas necessidades impostas pelo mercado mundial, atrelados a uma elevada mecanização na agricultura, principalmente na de soja, que se tornou o ouro brasileiro; sendo comercializado principalmente para: China, Estados unidos, os países baixos, Rússia e Alemanha.

 

Ainda assim, esse fenômeno natural (chuva) ocasionado de forma intensiva em algumas regiões do Estado, acabou causando sérios prejuízos, principalmente nas regiões oeste e noroeste do estado. Lavouras que estavam prontas para a colheita foram abandonadas, causando um prejuízo de R$ 238 milhões.

Mato Grosso, recordista em commodities de soja, na safra 16/17 estima-se produção recorde, deve produzir 31 milhões de toneladas o que corresponde a 11% a mais que a safra passada, com área  plantada de 9,396 milhões de hectares, um leve aumento de 0,91% se comparado ao ciclo anterior, quando foram semeados  9,311 milhões (ha).

 

A cadeia produtiva desse setor, tendo como commodities soja, com o preço da saca variando entre R$ 54 a R$ 60, dependendo da região. Acabou se tornando o grande filão, trazendo dividendos para o nosso Estado, interferindo de forma decisiva no Produto Interno Bruto (PIB).

 

Licio Antonio Malheiros é geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)



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