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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
20.06.2018 | 08h30
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Retrovisor e luz de ré

O que me chama a atenção é o fato de não se ter um diferencial significativo entre os candidatos

O mercado anda cheio de pesquisas. Todas informais. Ou, como se diz: “pra consumo interno”. E como tem tido consumo interno! A mais recente vem do Ibope e mostra candidaturas de governador. Nela aparecem numa tabela estimulada quatro candidatos: Mauro Mendes, Pedro Taques, Procurador Mauro e Welinton Fagundes. Noutra aparece também Otaviano Piveta e Dilceu Rossato.

 

Os resultados mostram os quatro embolados na faixa entre 12% e 18%. Muito alto o índice de não respondeu/não sabe e brancos/nulos. Faz sentido porque as candidaturas ainda não estão postas legalmente. Mas o que me chamou a atenção é o fato de não se ter um diferencial significativo entre os candidatos. Certamente o que fará isso será o conjunto de propostas que fizerem à sociedade.

 

A rigor os quatro são assemelhados, exceto o Procurador Mauro que foge do padrão. O que diriam aos eleitores? Todos, sem exceção estão com “sangue nos olhos” na direção do retrovisor. Aliás, o governador Pedro Taques usou e abusou dele. A população está olhando no parabrisas, até porque foi ela quem pagou os sucessivos erros que o retrovisor mostra.

 

A população está olhando no parabrisas, até porque foi ela quem pagou os sucessivos erros que o retrovisor mostra

Aqui vai uma leve análise disso. O governador Pedro Taques tem boa memória popular ligada ao combate da corrupção. É um forte capital ético pra eleição, já que o combate à corrupção aprece em todas as pesquisas qualitativas no país como a maior aspiração do eleitor que votará em outubro. Mas falta-lhe um discurso consistente pra frente, além de culpar a crise pelos problemas da sua gestão.

 

Mauro Mendes não esboçou nenhum discurso sobre como governará uma vez eleito. Nem pistas deu ainda. Welinton Fagundes tem um discurso genérico como Mauro Mendes e não aponta sinais. A impressão que se tem é a de que entraremos em mais um ciclo de improvisos no velho estilo de depois da eleição achar culpados no passado.

 

Se o eleito for o governador Pedro Taques não poderá culpar a si mesmo. Terá que estudar um planejamento pra nova gestão coerente e consistente. O mesmo com Mauro Mendes e Welinton Fagundes. A população quer saber como serão os próximos anos. O Procurador Mauro nunca apresentou planos nas suas candidaturas anteriores e não será nesta que o fará. É apenas uma candidatura.

 

Porém, de todos, o mais pressionado é o governador Pedro Taques. Terá que dar ao eleitor o sentido da sua gestão e convencê-lo de que sua nova gestão manterá a ética e um novo projeto. Até agora as candidaturas prometidas revelam pouco de útil.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso




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