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Opinião / ELIZÂNGELA FARIAS
10.08.2018 | 08h05
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Retrocesso das profissões

A educação tornou-se um setor transversal e de negócio importante, porém com profissionais poucos preparados

Enquanto o mercado amplifica atuação de algumas profissões em diversos setores, as políticas públicas delimitam e, consequentemente, ajudam ao reducionismo e principalmente ao retrocesso de ocupações profissionais no mundo produtivo.

 

O olhar reducionista das políticas públicas em especial na formação de profissional da educação vem estimulando a atuação de inúmeras ocupações no campo do ensino e de formação humana sem o profundo estudo na hierarquia da aprendizagem nos diversos setores produtivos, não somente da Educação Básica ou da Educação Superior.

 

As políticas públicas nesse contexto encontram-se na contramão da realidade do mercado que pede e demanda novo perfil profissional da educação nos moldes da sociedade exponencial que vai além da sala de aula

As políticas públicas nesse contexto encontram-se na contramão da realidade do mercado que pede e demanda novo perfil profissional da educação nos moldes da sociedade exponencial que vai além da sala de aula. A educação tornou-se um setor transversal e de negócio importante ao mundo, porém com profissionais da área poucos preparados e sem a noção da dimensão do que seja a estrutura da educação e suas novas vertentes, promovendo a interseção de ocupações profissionais que não pertence ao setor.

 

O desalinhamento das políticas públicas com o contexto real é percebido e evidenciado quando se estabelece as diretrizes curriculares de formação do ensino superior delimitando somente ao ato de licenciar, estimulando diante do cenário que vem apresentando o mercado (tecnológico, inovador, estrutural, ...) o desemprego e a exclusão do profissional da educação, devido a modelagem que foi estruturado o currículo de ensino.

 

Temos o exemplo claro e receoso o ajuste do currículo de formação superior para atender especificamente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), mas uma vez na contramão, ao invés das Políticas Públicas proporcionar programas de formação abrangendo todos os profissionais da educação em sua particularidade a BNCC, proporciona o reducionismo, esquecendo da dimensão que é a estrutura da educação indo além do contexto de formação formal. 

 

Porém, vale salientar que políticas públicas educacionais se remetem a atos, programas e diretrizes da organização e oferta da educação, que visam assegurar em sumula o direito, acesso e a qualidade de ensino de formar promover a inclusão social e no mercado, cuja intenção é promover uma oferta de ensino não somente de formação humana, mas de transformação formação social.

 

ELIZÂNGELA FARIAS DE OLIVEIRA é mestranda em Educação.




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