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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
29.09.2017 | 06h30
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Questão não é só militar

O caminho da reconstrução do Brasil não será por outro caminho que não seja o do voto

Piora dia após dia o quadro clínico da política no país.

  

Surgem soluções ou propostas no desespero.

 

O Congresso Nacional perdeu a capacidade de produzir formulações cívicas e entrou na onda do salve-se quem puder, pensando nas eleições e nas reeleições de 2018.

           

Uma das soluções que se levantam é a volta dos militares para retomarem o poder e restaurar a normalidade democrática.

 

O país suportou as gestões do Partido dos Trabalhadores e a democracia não derreteu.

O Congresso Nacional perdeu a capacidade de produzir formulações cívicas e entrou na onda do salve-se quem puder, pensando nas eleições e nas reeleições de 2018

 

Por mais esforços que fizessem. Logo, o que está em jogo não é a democracia.

           

O que está em jogo é a restauração do espírito de nação perdido nesses últimos anos. Agravadíssimo na lamentável gestão Michel Temer. Hoje abaixo dos 5% de aprovação popular.

           

Então, voltemos à possibilidade dos militares como uma das tantas soluções. Em 1964 bastou uma campanha forte nos poucos jornais da época contra a frágil esquerda e derrubou-se um presidente fraco e seu governo desgovernado.

 

As baionetas e os tanques na rua intimidaram a sociedade, ajudadas pelos desfiles de alienadas senhoras católicas nas avenidas carregando faixas que receberam prontas de setores empresariais que apoiavam o movimento militar.

           

Hoje, com uma mídia ampla, as redes sociais, a internet e a democracia mais fortalecida, difícil convencer a totalidade da opinião pública pra apoiar a direção dos militares, ou qualquer outra.

 

É outro país, outro ambiente político, outra sociedade, outra economia. E o mundo já não é mais o mesmo polarizado entre comunistas e não comunistas.

           

O caminho da reconstrução do Brasil não será por outro caminho que não seja o do voto.

 

Se nas eleições de 2018 os eleitores não conseguirem varrer a praga política atual, será em 2022, ainda que seja muito grande e perigoso o atraso de quatro anos.

 

No mundo atual, quatro anos é uma eternidade. Contudo, melhor do que nada.

 

Seja como for, nem  militares, nem soluções que não sejam democráticas e sensatas, à altura do peso do Brasil frente ao mundo.

 

O assunto continuará.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.,com.br  

www.onofreribeiro.com.br 




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2 Comentário(s).

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Aloísio Francisco  30.09.17 16h09
O Brasil fez a opção pela mediocridade. A ditadura foi medíocre. Qual foi o legado para o país? A nossa democracia é constituída por homens medíocres e frágeis, em sua maioria. Nem ditadura nem democracia foram capazes de oferecer ao brasileiro comum um país digno, justo, igualitário. Saudades da ditadura? É uma insensatez ... ela não morreu como se apregoa. Se antes tínhamos uma ditadura política, cerceadora dos direitos de expressão, hoje temos uma ditadura econômica, tira do brasileiro comum o direito à dignidade. Como dizia Monteiro Lobato “um país se faz com homens e livros”. A salvação desse país está na educação, de preferência pública e de qualidade. Depois... o país que desejamos virá com o empenho e a qualidade moral e intelectual de homens e mulheres desse país!
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Antonio Cuiabano  29.09.17 13h24
Sr: Onofre, neste momento é só os militares, pensa direito ,como está não pode ficar ,com os partidos que estão aí não tem como ficar ,o politico para alinhar o Brasil não nasceu ainda ,está raça humana Brasileira ,e a que conheço mais profundo está podre, o sr: sabe mais que eu ,tem muito mais coisas que envolve a raça humana neste momento ,é o momento da limpeza ,da faxina ,do clima que vai mudar toda a raça humana ,como vivemos hoje, o sr: sabe disso, é um grande estudioso e acho que deve ser um médio ,não é !?
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