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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
06.09.2017 | 06h30
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Que(m) está caindo – 2

Um monte de parlamentares estaduais e federais com ou sem mandato sairá da cena política

Encerra-se, na eleição de 2018, o ciclo de 40 anos das gerações de políticos iniciado depois da divisão de Mato Grosso, em 1977.

 

Lembrando que as gerações de políticos mato-grossenses vinha desde 1946, e se renovaram com a separação dos dois estados e a divisão dos seus políticos.

 

Cada um recomeçou a sua política, na maioria, com nomes novos.

           

Houve muitos improvisos na primeira eleição em Mato Grosso, no ano de  1978. Era gente nova que surgia no cenário. Outros vinham com experiência anterior.

 

Ao longo desses 40 anos, daquela geração inicial resta no cenário o ex-deputado federal Júlio Campos, que promete retornar em 2018. Os demais se afastaram da política pelas mais diferentes razões.

           

Bom lembrar. Quem tinha 10 anos, em 1978, tem 50 hoje. Tem filhos e netos jovens que buscam outros políticos e políticos com outras linguagens.

O tradicional deboche dos políticos, com seus discursos falsos, está incomodando muito. Aquilo de dizer uma coisa e fazer outra parece intolerável

 

Quase não existe mais espaço pra resgates afetivos ou saudosistas. Os eleitores de 1978 representam pouco na atualidade.

           

O que entrará obrigatoriamente em discussão agora é a varredura que, certamente, se fará a partir da delação do ex-governador Silval Barbosa.

 

Um monte de parlamentares estaduais e federais com ou sem mandato sairá da cena política.

 

Parece cada dia mais claro que as pessoas não toleram a impunidade e nem a desonestidade.

 

A política corrupta prejudicou demais a vida das pessoas nos serviços públicos essenciais.

 

O tradicional deboche dos políticos, com seus discursos falsos, está incomodando muito. Aquilo de dizer uma coisa e fazer outra parece intolerável.

 

Não dá pra generalizar porque o eleitor de Mato Grosso é analfabeto político, em sua maioria.

 

E olhe que são cerca de 2 milhões e 200 mil. A maioria votará com o fígado ou com o bolso.

           

E haverá candidatos que pagarão pelos votos. Apesar do dinheiro mais curto porque não poderá mais sair em caminhões dos cofres públicos pra financiar campanhas eleitorais, como agora.           

 

Muito relativo ainda. Mas o certo é que a bandidagem, se continuar, continuará com medo.

 

Será que o risco de ser delatado ou descoberto compensará a aventura?

           

Mas, como dizia o ex-governador de Minas, Magalhães Pinto, lá em 1964: “Política é como nuvem: muda de forma a toda hora”.

 

Esperar...

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br   

www.onofreribeiro.com.br




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