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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
05.09.2017 | 06h30
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Que(m) está caindo – 1

O cenário que se apresenta no horizonte é ruim. Ou melhor: não é exatamente ruim

Em artigos anteriores, discutiu-se neste espaço a construção do sistema político brasileiro pra que chegasse a esse ponto degradado.

 

Na verdade, a passagem da suposta esquerda pelo poder, através do PT, acelerou o desmonte de um sistema que deveria durar muitos anos ainda.

 

Estava bom pra todos. Pra direita, pra esquerda, pro centro e pras corporações públicas em todos os níveis e poderes.

           

Deve ser debitada ao PT a incapacidade de manter o sistema que atendia muito bem a todos. Inclusive, ao PT e aos partidos ditos de esquerda.

 

Na verdade, todas as ideologias eram só fachadas pra abocanhar pedaços do sistema político e sangrar a nação. E como sangraram!

           

As delações a partir da operação Lava-Jato começaram a desmontar a máquina do poder político de Brasília e algumas ramificações em alguns estados.

Deve ser debitada ao PT a incapacidade de manter o sistema que atendia muito bem a todos. Inclusive, ao PT e aos partidos ditos de esquerda

 

Mas agora a delação do ex-governador Silval Barbosa está sendo muito didática. Pegou um estado considerado periférico e pôs a limpo todo um sistema histórico de corrupção muito parecido ao nacional.

 

Qual o mérito disso? Mostrou que o Brasil está contaminado por corrupção e por abusos contra o poder público em todos os estados.

           

A leitura é: se num estado periférico de 3 milhões de habitantes desvia-se R$ 1 bilhão em 4 anos e trava ou desvia os papéis da gestão pública, imagine-se São Paulo, por exemplo!

 

O Rio de Janeiro já se revelou. O Rio Grande do Sul parcialmente, junto com Minas Gerais. Imagine-se um estado como a Bahia onde os coronéis sempre se revezaram no poder político? E o Nordeste?

           

Ano que vem, tem eleição geral: presidente da República, 27 governadores, 54 senadores e 513 deputados federais, fora os estaduais em muito maior número.

 

Em Mato Grosso, são 24. Duas vagas de senador serão disputadas. As vagas de Blairo Maggi e de José Medeiros.

 

O cenário que se apresenta no horizonte é ruim. Ou melhor: não é exatamente ruim.

 

É de varredura dos quadros, por mais analfabetos políticos que sejam os quase 2 milhões de eleitores mato-grossenses.

           

Por quê? Perguntaria o leitor deste artigo. Ora, ficou clara, claríssima a capacidade de fazer o mal que teve essa geração de eleitos nas últimas décadas.

 

Acabou-se com a saúde, a educação, a segurança, o sistema penitenciário, etc. Fora o grande atraso que tudo isso causou.

         

Na prática, caem gerações de políticos sem que tenhamos tido tempo pra construir os seus substitutos.

 

O artigo de amanhã tratará disso. Até lá.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreriberio.com.br  

www.onofreriberio.com.br           




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