Cuiabá, Quarta-Feira, 21 de Novembro de 2018
EDIVALDO DE SÁ TEIXEIRA
05.11.2018 | 07h05 Tamanho do texto A- A+

Quarentena

É o momento da sociedade chamar a classe política para discutir uma ampla reforma política

A indicação do juiz federal Sérgio Moro para o Ministério da Justiça, talvez tenha sido a mais acertada decisão tomada pelo futuro inquilino do Palácio do Planalto Jair Bolsonaro, a uma que na atualidade não há nome com credibilidade bastante, para arrancar, a confiança da população de que o rumo dos fatos sofrerão transformações, e a duas, que é um nome acima de qualquer suspeita (só não para as vítimas de sua caneta o PT).

 

Dos nomes até agora anunciados pelo presidente eleito, é o que possui grande envergadura moral, mas ainda restam pendentes nomes para pastas importantes como Saúde e Educação.

 

Embora eu veja positivamente sua ida para o Governo Federal, não é de hoje que tenho defendido uma espécie de quarentena para os ocupantes de cargos e funções no Ministério Público, Judiciário, Defensoria Pública, e Policias Civil e Militar.

 

Não é de hoje, que delegados, oficiais das Policias Civil e Militar, promotores e procuradores, juízes, desembargadores, conselheiros dos Tribunais de Contas, ministros das cortes superiores, defensores públicos, por exemplo, intensificam o trabalho de suas funções para se projetar na mídia

Já até me dirigi pessoalmente e por e-mail aos Senadores Cidinho Santos, Blairo Maggi, Medeiros, Wellington Fagundes e deputados federais, demonstrando a necessidade de uma lei instituindo a quarentena, porém, por motivos que desconheço, não houve nem resposta. Imagino que por medo, receio de represálias, etc.

 

Não é de hoje, que delegados, oficiais das Policias Civil e Militar, promotores e procuradores, juízes, desembargadores, conselheiros dos Tribunais de Contas, ministros das cortes superiores, defensores públicos, por exemplo, intensificam o trabalho de suas funções para se projetar na mídia e por consequência buscar um lugar no guarda-chuva da política.

 

Por mais que suas decisões e ações estejam alicerçadas em provas e necessidades preementes, não há dúvidas de que deram ênfase a elas para alcançar notoriedade e assim acabaram enveredando para a política.

 

Em nível de Mato Grosso, cito o ex-coronel Pery Taborelli, o juiz Julier Sebastião, o ex-procurador geral da república e governador Pedro Taques, a ex-juíza e agora senadora eleita Selma Arruda, isso sem contar delegados, policiais federal, civis e militares pelo Brasil afora.

 

Dessa forma, creio que para evitar a utilização dos cargos e funções com viés político, é necessário, para fortalecimento e credibilidade destas, discutir-se a instituição de uma quarentena de no mínimo quatro anos para disputarem ou ocuparem cargos públicos.

 

É o momento da sociedade civil organizada chamar a classe política para o debate e discutir uma ampla reforma política, que inclua não só este assunto, como também mandato de cinco anos para o executivo, limite de disputas por um mesmo personagem aos cargos de legislativo, proibição de disputar e ocupar cargo público para aqueles que respondem quaisquer tipos de processos, e principalmente os de improbidade administrativa.  

 

EDIVALDO TEIXEIRA DE SÁ é advogado em Nortelândia.




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Rodrigo  06.11.18 07h45
Daqueles que vc citou aí no seu texto, só uma dica, ninguém é "EX" de nada. Taborelli e Selma, por exemplo, só estão aposentados. Mas nenhum deixa de ser coronel ou juíza. ;)
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