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Opinião / NELSON SOARES
12.11.2017 | 06h45
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Privatização: um caminho para o progresso

Em Mato Grosso, alguns serviços públicos, são vistos pelo cidadão de forma precária e com valor abusivo

Na maioria dos países mais desenvolvidos, como a França, por exemplo, a privatização de órgãos públicos ou de empresas estatais se tornou regra e se transformou em um modelo seguido internacionalmente.

 

Esse exemplo de terceirização surgiu como uma das formas de ter um serviço com mais qualidade para o cidadão, além de se gerar dividendos com a atividade e de destravar a economia. 

 

No Brasil, esse processo teve inicio na década de 80, porém de forma muito lenta, se intensificando a partir de 1990.

 

Nessa época, foram privatizadas mais de 100 empresas, que, até 2005, geraram uma receita de 95 bilhões de dólares, o que, corrigindo para a atualidade, equivale a 143 bilhões de dólares. 

 

Rumo também a esse desenvolvimento e pensando ainda na recuperação da economia brasileira, o presidente Michel Temer anunciou a cerca de 3 meses uma série de medidas envolvendo a privatização de 57 órgãos públicos e estatais, entre eles, empresas de energia elétrica, gás, bancos, aeroportos, portos, estradas e serviços.

Um Estado tão rico, referência no agronegócio, não pode ser penalizado por interesses pessoais de servidores públicos que além de salários melhores, possuem uma série de vantagens ao serem comparados com o trabalhador do setor privado

 

Essa possibilidade tem chamado a atenção de investidores estrangeiros, segundo uma importante matéria jornalística do jornal “O Globo”, assinada pelos jornalistas Bruno Rosa e Ramona Ordoñez, que demonstra que empresas chinesas planejam investir cerca de R$ 32 bilhões somente no Estado do Rio de Janeiro. 

 

Em Mato Grosso, alguns serviços públicos, são vistos pelo cidadão de forma precária e com valor abusivo, por exemplo, os do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

 

Para piorar a situação, os seus servidores estiveram mais uma vez em greve. Dessa vez, quase 2 meses paralisados, o que prejudicou de forma significativa a população e empresas que necessitaram dos seus serviços, em especial, as revendedoras de veículos novos e usados. 

 

Outros setores que também podem ser citados como exemplos a serem analisados sob a ótica da privatização, entre outras, são as penitenciárias, rodovias, a Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) e a Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), que oferecem um serviço precário e prejudicam o funcionamento das empresas e investimentos em geral. 

 

Um Estado tão rico, referência no agronegócio, não pode ser penalizado por interesses pessoais de servidores públicos que além de salários melhores, possuem uma série de vantagens ao serem comparados com o trabalhador do setor privado. 

 

Vale lembrar ainda que algumas secretarias de Estado e órgãos públicos foram extintos nos últimos anos por problemas de funcionamento, entre eles, estão a Secretaria de Desenvolvimento Interior, Gabinete de Assuntos Estratégicos e órgãos como MT fomento e MT Par. 

 

Para a diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cuiabá, extinguir ou privatizar esses órgãos que não funcionam de forma a contento é uma das saídas para se recuperar a economia e principalmente se prestar um serviço de qualidade ao contribuinte.

 

Mudar essa realidade é oferecer o mínimo de respeito e dignidade ao cidadão que paga seus impostos, aliás, os mais caros do mundo, e que trabalha diuturnamente para sobreviver em meio à crise financeira, ao desemprego e aos problemas enfrentados como a violência que cresce de forma assustadora, saúde, educação, entre outros, o que com a privatização acreditamos irá melhorar a prestação de serviços por parte do Poder Público, já que sobrariam mais recursos para investimentos nessas áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento.

 

O que não se pode mais admitir é que o cidadão continue refém dessa máquina inchada e corporativista. 

 

Vemos essa questão como um importante passo rumo ao progresso!!! 

 

NELSON SOARES JÚNIOR é presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Cuiabá.




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1 Comentário(s).

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Ademar Adams  13.11.17 07h51
Tem de privatizar o sistema "S" e as CDLs, isso sim!
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