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Opinião / RAUL BRUNO
13.07.2017 | 06h57
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Possibilidades de sentido na vida

Dos mistérios da vida, a questão sobre existência de um sentido é uma das mais intrigantes

Dos mistérios da vida, a questão sobre existência de um sentido é uma das mais intrigantes.

 

Perguntar-se sobre isso incomoda, assusta, intimida, fascina ou, até mesmo, entedia.

 

Contudo, independente da maneira como preferimos abordar esse questionamento, viver com um vazio não é normal.

 

Quando um homem relata a um veículo de comunicação seu desespero existencial por ter perdido esposa e filha num acidente, ou quando nos damos conta do aumento do número de suicídios, evidencia-se a relevância deste tema.

 

Mas não é de hoje que se fala sobre isso. No período da Segunda Guerra Mundial, o psicólogo judeu Viktor Frankl passou por alguns dos piores lugares criados pelo ser humano: os campos de concentração nazistas.

Somos livres para escolher, apesar de condicionamentos biológicos e psicológicos; e somos responsáveis, em face a essa liberdade, por agir e ser aquilo que ninguém mais pode em nosso lugar

 

Apesar de todo o sofrimento e provações, manteve uma postura de esperança pelo significado da própria vida, experiência relatada no best-seller mundial “Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração”.

 

Após a sua libertação, publicou as bases de uma escola psicológica de psicoterapia que renovou a importância de questões básicas recorrentes no cotidiano.

 

Quais são suas tarefas? O que você ainda não concluiu? Quais projetos ou sonhos você sempre quis realizar, mas ainda não conseguiu? Por quem você é responsável? Quais são suas principais conquistas? O que aprendeu da vida que gostaria de passar adiante?

 

Em última análise, é a própria vida que nos questiona sobre o sentido que lhe atribuímos.

 

Somos livres para escolher, apesar de condicionamentos biológicos e psicológicos; e somos responsáveis, em face a essa liberdade, por agir e ser aquilo que ninguém mais pode em nosso lugar.

 

Ou seja, somos únicos e insubstituíveis. E não é preciso muito. É possível criar, por meio das artes e do trabalho, por exemplo; amar, visualizando no outro algo que ele ainda pode vir a ser de melhor; e, inclusive, sofrer, em momentos nos quais isso se mostra inevitável.

 

Em todas essas atitudes, há valores que nos orientam a uma vida plena de sentidos.

 

A necessidade de algo pressupõe a própria existência do que a satisfaz.

 

Por que sentimos sede? Se há sede, é porque deve haver água. Se o homem anseia por um sentido para a própria vida, assumimos que há variadas possibilidades de concretização desse sentido no mundo.

 

Como disse o poeta William Ernest Henley, “eu sou o mestre do meu destino, eu sou o capitão da minha alma”.

 

RAUL BRUNO é estudante de Psicologia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).




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