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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
24.11.2017 | 06h30
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Por quem os sinos dobram?

O agronegócio não precisa, necessariamente, ter candidato próprio a governador

Tomei o título emprestado do escritor norte-americano Ernest Hemingway, autor de livro homônimo de 1940.

 

Hemingway narra um episódio da guerra civil espanhola. Depois, virou filme e ficou muito famoso, estrelado pelos famosos Gary Cooper e a belíssima Ingrid Bergman.

 

Nada a ver com o tema deste artigo, exceto pelo título.

           

Ontem, numa longa conversa com o secretário de Cidades do governo estadual, Wilson Santos, e o professor João Edisom de Souza, debatemos a respeito dos cenários políticos para o próximo ano em Mato Grosso.

 

A respeito de quadros políticos em condições de disputar as eleições em todos os níveis, consoante com os cenários do País e do Estado, não foi muito animador.

 

Wilson considera perfeitamente resgatável o desgaste na imagem do governador Pedro Taques.

Na realidade, enquanto os quadros políticos ainda se debatem, o setor do agro não precisa sair da sua zona de conforto e sair caçando nomes. Basta apoiar quem lhe interessar

 

E não vê outros nomes já construídos na política em condições de um embate eleitoral equilibrado.

           

Usando dados de eleições anteriores como a de 1998, quando Dante de Oliveira com baixíssima aprovação eleitoral reelegeu-se vencendo duas candidaturas fortíssimas de Júlio Campos e Carlos Bezerra.

 

Ou a eleição de Blairo Maggi em 2002, iniciada com 3% de aprovação eleitoral. Ou de Pedro Taques.

 

Portanto, diz ele, desgaste não indica derrotados e nem vitoriosos. As circunstâncias eleitorais do momento é quem são o juiz.

           

Já sobre o papel do agronegócio, que pretendo discutir em próximo artigo, esse é emblemático. Pela sua importância econômica, não precisa necessariamente ter candidato próprio a governador.

 

Pode apoiar quem julgar melhor, porque é o único detentor de recursos financeiros capazes de financiar as eleições em 2018.

 

Sendo assim, não precisa ter candidato seu e sofrer desgastes políticos. Financia e compõe com quem desejar.

 

Ou divide-se e direciona apoios em uma ou mais frentes das disputas.           

 

Parece muito lógico. Nos próximos anos, os municípios hoje envolvidos no agronegócio demonstram qualidade de vida superior aos demais.

 

Isso significa possibilidade de envolvimento eleitoral nos projetos que o setor pretender.

 

No mais, a rede de envolvimentos financeiros e econômicos dão poderosas cartas eleitorais.

           

Na realidade, enquanto os quadros políticos ainda se debatem, o setor do agro não precisa sair da sua zona de conforto e sair caçando nomes. Basta apoiar quem lhe interessar.

 

Voltarei ao assunto.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br   

www.onofreribeiro.com.br




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Carlos Nunes  25.11.17 12h17
Traduzindo em miúdos essa opinião do prof. Onofre, pra gente entender...senão a gente não entende bulhufas: "como Mato Grosso ficou pobre de novas lideranças". Não apareceu ninguém, pra gente dizer "esse é líder". Citem um? Por esse motivo circula em Cuiabá que o Taques pode ser reeleito, por exclusiva falta de novas lideranças pra concorrer ao cargo. Será? Na dúvida é melhor o olharconceito entrevistar de novo a cartomante médium, perguntando sobre 2018. Pra 2017 ela previu: Temer não cai e VLT não sai, e acertou na mosca. O que será que ela vai prever pra 2018? Quem sabe ela indica um bom candidato a presidente e a governador, pra gente cravar o voto, pois não temos acertado. Se tivéssemos acertado não teria nem crise no Brasil, e MT estaria uma maravilha. Como o negócio tá ruim a beça, quer dizer que erramos pra burro.
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