ENQUETES

Com mais esse escândalo, você acha que Temer deve renunciar?

PUBLICIDADE

Opinião / ONOFRE RIBEIRO
12.04.2017 | 08h37
Tamanho do texto A- A+

Planejar, planejar

O Estado terá que se voltar pra realidades hoje completamente fora de cogitações

Gostaria de trazer neste artigo tema para uma boa reflexão da gestão pública tanto no Executivo quando no Legislativo de nosso Estado. Até 1986 Mato Grosso planejava com grande eficiência as suas gestões de olho no futuro.

 

Dessa data em diante nunca mais se planejou a longo prazo. Sempre foram remendos emergenciais. Havia uma geração de técnicos muito qualificados em planejamento e com grande visão sobre o território e as necessidades num futuro possível. Aposentaram-se. Tudo mudou e mudou pra muito pior na questão do planejamento.

 

Aqui faço uma ressalva. O governo Dante de Oliveira preparou um “Plano de Metas” pra 1995 em diante. Mas encontrou o Estado tão quebrado que precisou tomar o rumo da chamada reforma fiscal e a reforma da gestão. O plano original ficou na gaveta. De lá pra cá tudo mudou. Em 1994 a safra de soja foi de 3,5 mil toneladas. Em 2017 a safra de grãos passou de 52 milhões de toneladas.

Mato Grosso terá que se abrir para a entrada de capitais estrangeiros na infraestrutura de transportes e nos investimentos industriais. Aí se mexe no urbanismo onde nós ainda engatinhamos

 

 

As pequenas necessidades de então multiplicaram cerca de 15 vezes junto com o salto da economia. Mas em nenhum momento houve planejamento que acompanhasse essas mudanças.

 

O futuro será ainda mais desafiador porque mudarão nos próximos anos o volume de produção, as necessidades da logística de transportes, o planejamento e a implantação efetiva de um sistema agroindustrial, a necessidade de mudanças na educação pra os necessários quadros de RH, além da multiplicação de outros setores como educação, serviços do Judiciário, de crédito, etc.

 

Sem contar a inevitável qualificação dos serviços públicos e a melhoria essencial do comprometimento dos servidores públicos. Há que se considerar a inevitável abertura da economia brasileira a capitais estrangeiros e as parcerias público-privadas, somadas às privatizações. Mato Grosso terá que se abrir para a entrada de capitais estrangeiros na infraestrutura de transportes e nos investimentos industriais. Aí se mexe no urbanismo onde nós ainda engatinhamos.

 

O Estado terá que se voltar pra realidades hoje completamente fora de cogitações. Mas falta planejamento. Em tudo. Sem planejamento não se saberá onde investir, quanto vai investir, nem quando, nem como, nem quais as prioridades.

 

Penso que nestes dois anos da gestão Pedro Taques e nos próximos, mais do que construir, será preciso planejar. Sob pena do futuro chegar e nos encontrar completamente fora dos contextos desse e seremos atropelados.

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br www.onofreribeiro.com.br




Clique aqui e faça seu comentário


1 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Carlos Nunes  12.04.17 09h22
Vivemos a época das vacas magras, do dinheiro curto, da pindaíba financeira. O cobertor(dinheiro) é curto, e cobertor curto é assim - se cobre a cabeça, descobre os pés, se cobre os pés, descobre a cabeça. O único na história que conseguiu vencer a época das vacas magras foi o JOSÉ DO EGITO, antes de Cristo, e está na Bíblia. Nomeado Administrador do Egito, por ter interpretado o sonho do faraó, ele só teve uma saída: Investir tudo o que conseguia arrecadar só nas VERDADEIRAS PRIORIDADES. Aqui, no Brasil, o ruim é que o pessoal dos governos não sabe, nem imagina, o que seja VERDADEIRAS PRIORIDADES. Alguns reformam Praças, outros propalam obras caras, longe de ser prioridade. Ora, Reformar Praça numa época de crise não é PRIORIDADE, ou é? Teriam que debater o que é realmente prioridade, o resto fica supérfluo por falta de dinheiro, por longo tempo. É o caso do VLT, por exemplo, nos 141 municípios, os prefeitos tão com o pires na mão, precisando de verbas, e não tem dinheiro. Se não fizeram o VLT na época do Silval, que ainda era das vacas gordas, do regime diferenciado de contratação, da pressão da FIFA, agora não é mais prioridade. Vai abrir Cuiabá, destruir tudo o que estiver na frente, embaixo e nas imediações, para fazer Alicerce do trilhos, e Estações do VLT. Quanto custa todo esse patrimônio público existente, consolidado, que vai pró espaço? Quanto vai custar pra REFAZER tudo isso? Aí, o Relatório da CPI das Obras da Copa, recomenda a paralisação da Obra do VLT, porque, depois de pronto, durante 15 anos, dará um prejuízo anual de ATÉ 70 MILHÕES, que será coberto pelo Estado. Quem é tolo suficiente para fazer obra que dará prejuízo milionário? Quem é mais tolo ainda para aceitar isso?
2
0

Leia mais notícias sobre Opinião:

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

1999-2017 MidiaNews - Credibilidade em Tempo Real - Tel.: (65) 3027-5770 - Todos os direitos reservados