ENQUETES

O que Cuiabá deveria ganhar de presente de aniversário?

PUBLICIDADE

Opinião / ONOFRE RIBEIRO
30.11.2017 | 06h30
Tamanho do texto A- A+

Pedro Taques e o PSDB

Sua desfiliação do PSDB, por conta de uma aresta partidária com o deputado federal Nilson Leitão, seria infantil

Filiado ao PSDB desde 29 de agosto de 2015, o governador Pedro Taques tem uma carreira de pouco mais de dois anos no partido.

 

Sua filiação deu ao PSDB a esperança de um grande crescimento em Mato Grosso, onde já foi muito poderoso, à época do governador Dante de Oliveira (1995-2002).

 

Ele se desfiliou do PDT, por onde foi eleito senador em 2010.

           

Em 2015, o governador surfava numa excelente onda de popularidade, resultante de sua estrondosa eleição um ano antes e pelas esperanças que representava.

 

Nesse período, sua aprovação desabou. Já não apresenta os mesmos índices de aprovação popular e nem institucional de antes.

 

Nem por isso, o PSDB quis se livrar dele. Ao contrário, ele é quem anunciou sua provável desfiliação. Não faz sentido, por uma série de razões que se seguem.

Querendo ou não, o PSDB é um partido bem equilibrado em Mato Grosso. Tem uma herança de bons serviços prestados, a partir da filiação de Dante de Oliveira, em 1997

           

Querendo ou não, o PSDB é um partido bem equilibrado em Mato Grosso. Tem uma herança de bons serviços prestados, a partir da filiação de Dante de Oliveira, em 1997.

 

Curioso: Dante também veio do mesmo PDT.

           

A saída do governador Pedro Taques do PSDB causa-lhe mais problemas do que ao partido.

 

Bom lembrar que ao entrar, em 2003, o governador Blairo Maggi, eleito pelo  PPS, detonou o PSDB. Quase o extinguiu. O partido sobreviveu.

 

Hoje, o governador, querendo ou não, é o mais provável candidato à reeleição de 2018. Tem excelentes chances de recuperação do prestígio anterior.

           

Seus eventuais adversários estão todos no seu entorno e dentro do  raio de apoio: Mauro Mendes, Blairo Maggi, Jaime Campos, Nilson Leitão e tantos outros viáveis e com votos para 2018.

 

Na prática, não existe, neste momento, uma frente de oposição para enfrentá-lo.

 

Sua desfiliação do PSDB, por conta de uma aresta partidária com o deputado federal Nilson Leitão, seria infantil.  No  vácuo, aí sim, se formaria uma oposição real à sua candidatura.

           

Brigas internas em partidos são naturais. Aliás, são saudáveis. Contrapontos não significam oposição. 

 

Partido que  não discute internamente é porque tem dono que manda nele. Não é o caso!

           

Por fim, fatos novos apontam pra um cenário de recuperação da imagem do governador Pedro Taques. 

 

Hora de somar forças. Dividir pode ser muito perigoso.

 

Volto ao assunto amanhã.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeioro@onofreribeiro.com.br    

www.onforeribeiro.com.br




Clique aqui e faça seu comentário


1 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Dr Davi  30.11.17 13h29
Sr Onofre, como militante há anos no PSDB municipal posso afirmar com franqueza que não é o PSDB que não merece o Taques e sim o Taques que não merece estar no PSDB. Foi eleito com fundamento em duas plataformas políticas: 1. A corrupção que apontava no governo anterior; 2. Promessa de um governo sem corrupção. Ou seja, não apresentou um projeto de gestão, chegou ao governo sem propostas reais de transformação. Apesar de suas reiteradas críticas ao governo anterior, que acusa de ter desviados recursos públicos (o que é verdade) não soube equilibrar as contas públicas. De um lado culpa o funcionalismo público pelos altos gastos públicos, mas ao entrar no governo realizou um concurso para mil vagas na PM e mil vagas na Polícia Civil, fez concurso para a Defensoria Pública e PGE. Agora deu entrevista em Cuiabá prometendo mil e duzentas vagas para a PM, mil vagas para investigador e escrivão e cem vagas para oficiais. Ao mesmo tempo em que aumenta as despesas, não abre mão da renúncia fiscal imoral dos grandes produtores rurais, responsáveis pelo financiamento de campanhas. Com rejeição de 59% na baixada cuiabana deixará o governo em 2018 em situação fiscal precária para o que vai assumir no início de 2019.
1
0

Leia mais notícias sobre Opinião:
Abril de 2018
20.04.18 08h32 » Agricultura sem veneno!
20.04.18 08h31 » Agradeço aos clientes chatos
20.04.18 07h55 » Confusão no tabuleiro
20.04.18 05h13 » Antigos garimpos e empregos
20.04.18 05h10 » O lirismo de Dona Ivone Lara
19.04.18 08h30 » Eleições e crise
19.04.18 08h08 » Ser só, sermos tantos
19.04.18 08h08 » De semente
19.04.18 08h07 » Fechando o cerco
19.04.18 05h05 » Suprema esculhambação

1999-2018 MidiaNews - Credibilidade em Tempo Real - Tel.: (65) 3027-5770 - Todos os direitos reservados