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Opinião / VICENTE VUOLO
07.08.2018 | 07h58
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Paris, cidade do amor

Fiquei em dúvida para definir um título que fizesse jus a que muitos consideram “a capital do mundo” dentre tantos nomes já propalados

A minha excursão histórica chega a Paris, última cidade visitada nessa temporada à Europa. O lugar não poderia ser melhor para encerrar essa jornada inesquecível que fizemos eu e minha esposa.

                   

Fiquei em dúvida para definir um título que fizesse jus a que muitos consideram “a capital do mundo” dentre tantos nomes já propalados em todos os cantos do mundo como a Cidade Luz, da arte, da música, da educação, da tecnologia, do turismo e que poderia ser, até do futebol, capital do país bicampeão Mundial.

Outro marco na divulgação da Paris romântica foi através da música. O cantor Charles Trenet revolucionou a música francesa nos anos 40 com versos inspirados

                   

Mas, foi caminhando pelas ruas arborizadas da cidade, no coração de Paris, que encontrei a inspiração. Foi observando as avenidas que cortam a cidade como a Champs Elysées, na tradução literal, “ A mais bela avenida do mundo” com 1.910 metros de comprimento repletos de lojas de todos os tipos, cinemas, cafés e restaurantes; o monumento que dá início à Avenida Champs Elysées, Arco do Triunfo, com 50 metros de altura e diversas esculturas adossadas aos pilares, onde estão gravados os nomes de batalhas e generais de guerra; os diversos lugares românticos às margens do Rio Sena, como a Torre Eiffel, com 300 metros de altura e 7,3 mil toneladas de ferro; a Praça da Concórdia (onde está o Obelisco) e tendo ao seu lado o Jardim das Tulherias datado do século XVI repleto de fontes, esculturas e verde; a arquitetura dos prédios, como o Museu D’Orsay, museu dedicado aos movimentos Impressionista, Pós-impressionista, e Art Nouveau na França, instalado em uma antiga estação de trens; as igrejas, como a Catedral de Notre Dame, palco de vários acontecimentos importantes, como a coroação do imperador Napoleão (por ele mesmo) que chega a receber 10 milhões de visitantes todos os anos;  entre os diversos museus, o Louvre, o mais famoso do mundo com mais de 30 mil preciosidades, entre pinturas, esculturas, gravuras e objetos diversos; e a constante  movimentação das pessoas, a elegância das mulheres e homens nos restaurantes e bares curtindo os prazeres da vida; que  eu decidi escolher um tema que resume todo o meu sentimento de paixão por essa majestosa cidade.

                   

“A Cidade do Amor” não é um título meu, exclusivo. Há mais de 300 anos Paris já começava o seu glamour romântico. Durante o século XVIII, o romantismo influenciou a arte e a cultura da capital francesa. Esse movimento artístico, político e filosófico era impulsionado pelos sentimentos, vendo a beleza como algo quase divino. Foi acompanhado pela popularização de escritores e poetas que passaram a dedicar obras ao amor e, por longos e longos anos.

                   

Um dos símbolos desse período romântico foi o poeta boêmio Charles Baudelaire, reconhecido internacionalmente como o fundador da tradição moderna em poesia. Foi o grande poeta francês a descrever os sentimentos dos parisienses. Em Baudelaire, a literatura urbana apresenta-se sob novos aspectos como sons, edifícios, tráfego, e sobretudo, com a nova consciência de envolver homens e mulheres. Os críticos afirmam que a literatura modernista nasceu em Paris com esse poeta, que desceu as profundezas da cidade para revelar as formas de sua beleza.

                   

Outro marco na divulgação da Paris romântica foi através da música. O cantor Charles Trenet revolucionou a música francesa nos anos 40 com versos inspirados. Letrista de cerca de mil canções, Trenet esteve várias vezes no Brasil entre 1947 e 1955, onde sua popularidade era imensa.

                   

A luz da cidade, os vários monumentos, restaurantes e jardins, cada vez mais, encantam o mundo. Filmes como “O Fabuloso Destino de Amélie”, “Paris, Je T’aime”, “Dois Dias em Paris”, “Um Americano em Paris” também ajudaram a criar a ideia de que se respira o amor em Paris.   

                   

Nos dias de hoje, Paris continua um grande centro repleto de opções para todas as idades e gostos, rico em história, cultura milenar, bairros vibrantes, belos restaurantes, galerias e espetáculos, capaz de surpreender sempre, seja você um viajante frequente ou esteja visitando-a pela primeira vez. 

                   

E, realmente, fui surpreendido com um dos espetáculos mais fascinantes e românticos da minha vida, justamente quando eu estava comemorando com a minha esposa Sandra 27 anos de casamento. A bordo de um barco “Bateaux Parisiense” fizemos o passeio pelo Rio Sena. No auge do passeio, de repente, o teto fechado deu lugar a uma redoma de vidro para melhor admirar Paris à noite. Para tornar o clima mais romântico, ainda, fomos brindados com uma chuva de verão que descia suave no teto de vidro, ao som de um conjunto musical e jantar a bordo.

                   

E foi assim, com os olhos embargados pela emoção, que me apaixonei mais uma vez. Mas, pude perceber, também, que esse romantismo não foi um privilégio meu. Ao longo do Sena, as pessoas aos milhares, muitos casais, curtiam ao longo do Sena, com violão, degustando o bom vinho Bordeaux, nas calçadas imensas, onde acenavam para nós, felizes, admirando de um outro ângulo a cidade do amor.

                   

Voltando a minha terra, penso que um dia os passeios no Rio Cuiabá serão também os mais românticos e turísticos, fazendo com que os visitantes se apaixonem mais ainda por nossa terra e conheçam nossa culinária, música e belezas dessa região que faz confluírem três biomas os mais significativos, o Cerrado, a Amazônia e o Pantanal.

 

VICENTE VUOLO é economista e cientista político 

 




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