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Opinião / ERANANI CAPOROSSI
06.12.2017 | 06h45
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Pacientes diabéticos, o que fazer?

O diagnóstico tardio e o seu desconhecimento da doença obrigam o profissional a acender o alerta vermelho

Doença crônica, causada por deficiência de produção de insulina pelo pâncreas, o Diabetes Mellitus, ou simplesmente diabetes, embora atinja cerca de 13 milhões de brasileiros, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes, estima-se que menos da metade saiba que está doente.

 

O Brasil ocupa o quarto lugar no mundo em número de casos, ficando atrás da China, Índia e Estados Unidos. Em escala global, a doença atinge entre 250 milhões e 300 milhões de pessoas, com previsão de dobra para daqui a 16 anos, em 2030, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).   

 

Não sem motivo, é chamada de doença silenciosa. Isto é, para ser identificada, o paciente precisa passar por check-ups anuais, para evitar um diagnóstico tardio.

 

Além das várias consequências provocadas pelo diabetes não controlado, a doença provoca também a xerostomia, conhecida popularmente como boca seca ou secura na boca, causada pela redução do fluxo de saliva na boca.

Em resumo, o paciente portador de diabetes precisa de um severo controle por parte do profissional dentista, sempre mantendo contato com o médico endocrinologista

 

Mesmo com restrição quanto ao uso de açúcar, estão sujeitos à cárie e doenças relacionadas à placa dentária da mesma forma que os indivíduos normais. 

 

Há dois tipos de diabetes: 1 e 2.

 

O paciente com diabetes tipo 1 é tratado necessariamente à base de insulina, enquanto o tipo 2, com 90% dos casos, só requer a insulina em casos de difícil controle.

 

Geralmente, o diabetes tipo 1 se desenvolve em pacientes com menos de 30 anos de idade e, com baixa intensidade, em crianças e adolescentes. Já o tipo 2 ocorre normalmente aos 40 anos e sua terapia mais comum é a alteração da dieta.

 

Pode ser evitado com medidas de combate à obesidade e ao sedentarismo. 

 

A doença periodontal é a complicação bucal mais significativa do tipo 2 e, quando não tratada, piora o controle metabólico do paciente, deixando-o predisposto a infecções.

 

Por tudo isso, todo cuidado é necessário, quando um paciente portador da doença precisa se submeter a um tratamento dentário (periodontal ou implantes).

 

O diagnóstico tardio e o seu desconhecimento da doença obrigam o profissional a acender o alerta vermelho. 

 

O cirurgião dentista deve sempre fazer um trabalho conjunto com outros profissionais da saúde, entre eles, um médico endocrinologista.

 

Por outro lado, é preciso conscientizar o paciente sobre a necessidade de uma dieta durante o tratamento – tanto no periodontal quanto antes e depois da cirurgia de instalação dos implantes.

 

É importante que o profissional dentista mantenha ao seu lado um aparelho para medir o teor de glicemia do paciente.

 

Um diabetes descontrolado prejudica a osseointegração e aumenta a possibilidade de perda do implante, assim como todo o tratamento periodontal. 

 

Em resumo, o paciente portador de diabetes precisa de um severo controle por parte do profissional dentista, sempre mantendo contato com o médico endocrinologista.

 

A freqüência das consultas deve de maior até que se tenha um conhecimento do padrão comportamento do paciente. 

 

ERANANI CAPOROSSI, especialista em dentística restauradora e prótese dental e MBA em Gestão em Saúde, é membro fundador da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), membro da Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral (SBOE) e da Academia Brasileira de Osseointegração (Abross). Há 34 anos, atende em Cuiabá. 

  




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