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Opinião / WILSON FUÁ
08.08.2017 | 15h00
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O PSB tem donos provisórios

Sigla tem um dono a cada luta judicial e, a cada tramitação, os grupos buscam o domínio

Vejam que até os políticos não sabem qual a sua ideologia propriamente dita, pois só após elegerem-se é que descobrem que estão em partidos errados. O retrato dessa realidade é o que está acontecendo com o PSB em Mato Grosso.

       

O PSB tem um dono a cada luta judicial e, a cada tramitação, os grupos buscam o domínio dentro do partido, pouco importando como as letras do estatuto se chocam, Cada grupo pretende ter o domínio do PSD conforme a sua lógica, e cada grupo têm as suas verdades ideológicas conflitantes.

 

Ou seja,  entre as ideologias misturadas, tentam unir num mesmo grupos os socialistas e os prósperos empresários que vestem a roupagem de neosocialismo, mas, na hora de decidir em votarem no Congresso Nacional, desobedecem a orientação da Executiva Nacional da sigla para votar contra a Reforma Trabalhista. em nome do neosocialismo e, por estarem em partido errado, foram punidos.

 

Aproveitando o “vácuo ideológico do comando regional”, apareceu o deputado Valtenir Pereira para assumir o PSB como presidente provisório, dizendo assim : “Acreditamos no PSB e em suas bandeiras de luta. Serão as prerrogativas básicas para o sucesso do partido. Vamos lutar muito pelas causas socialistas, para implantar a igualdade e Justiça”.

              

O PSB representa o que é hoje a política partidária no país. É por isso que os políticos criaram as janelas (um mês para praticar de infidelidades) e, depois da traição, tenta ser felizes e outros partidos, e que não são aqueles que serviram de abrigo constitucional.

A história recente registra estruturas partidárias dominadas por aproveitadores, que, de forma lega,l oferecem as siglas como “barriga de aluguel”. E o mercadão do Caixa 2 é financiado pela venda de horário político, em nome do retorno futuro

 

E, usando dessa tal janela da infidelidade, no “pari-gato político”,  ogam o Estatuto Partidário no lixo da história política do país.

 

E aquele velho conceito que os políticos antigos e os velhos filiados tinham no coração, como forma sentimental de trazer com orgulho a sigla e a legenda partido amado, já acabou.

 

No passado, a escolha de um partido era feita pelo entendimento de que aquele partido seria parte da sua vida, firmado pelo conjunto de ideias ou por aglutinar pessoas com os mesmos pensamentos. E, por isso se agrupavam legalmente para congregar através das ações políticas, econômicas e sociais, as ações unificadas e com a mesma ética ideológica.              

          

São tantas ideologias ambíguas usadas por líderes de ocasião, e com a esperteza e o gosto pela permanência no poder, faz como que nasçam vários partidos a cada ano, não pela necessidade de diversificar os diferenciais conflitantes no plano das ideias sobre política, ou sistema econômico, ou ainda,  divergência de classes em busca de um sistema social possível, mas sim pelo espaço nas próximas eleições.                            

      

Quando se aproximam as eleições, começa a esperteza em forma de coligações e a expectativa em forma de retorno nas eleições futuras, e começa o mexe-mexe, fazendo com que o troca-troca partidário seja intensificado. E sem ideologia, os endinheirados e os lobistas de grupos econômicos ou segmentos religiosos saem em busca de um partido insignificante, que sejam apenas coadjuvantes e tenham em seus estatutos, ideologias genéricas e  misturadas, e que só existem para serem usados nas coligações como barriga de aluguel.            

      

Nos termos do Art. 17 da Carta Magna, é livre a criação, incorporação, fusão e extinção de partidos políticos e não há como disputar um cargo eleitoral, se o candidato não for filiado a um partido.

 

No Brasil, existem muitos partidos para poucos líderes e ideologias em excesso. O que se vê são ferros velhos de partidos, carcaças partidárias e destroços ideológicos espalhados pelo Brasil afora.

                          

Para que um regime democrático possa funcionar, necessariamente, tem que existir o voto, que é exercido pelos eleitores, mesmo que seja em forma de escolha obrigatória e os partidos políticos que congregam a mesma opinião e ideias dos seus filiados.

 

A história recente registra estruturas partidárias dominadas por aproveitadores, que, de forma lega,l oferecem as siglas como “barriga de aluguel”. E o mercadão do Caixa 2 é financiado pela venda de horário político, em nome do retorno futuro.

 

WILSON CARLOS FUÁ é economista, especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.

wilsonfua@gmail.com    




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