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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
01.04.2018 | 07h30
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O mundo muda de gerações e de mãos

As gerações mais maduras como a minha tem alguma dificuldade pra se conectar com a percepção dos mais novos

Encerro esta série de três artigos na tentativa de trazer um pouco de reflexão sobre a mudança de gerações que hoje acontece no mundo. Do mesmo modo que recebi agressões, recebi muito mais contribuições ricas. Está bem claro que algo novo está acontecendo em relação à mudança de mãos do poder mundial.

           

Embora haja designações de nome para as gerações novas a partir da década de 1980, não importa nomes. Importa que as novas gerações vieram pra transformar o mundo. Porém, há gente que veio antes pra preparar a vinda dos novos habitantes: os índigos, os cristais e os das estrelas. Tá bom. Sei que o assunto é polêmico.

           

As gerações mais maduras como a minha tem alguma dificuldade pra se conectar com a percepção dos mais novos. Presas de valores tradicionais nós temos dificuldades pra entender sentidos de ética, de liberdade do corpo, do espírito e dos valores instalados. No campo dos valores a coisa pega!

           

Nós mais antigos prezamos boa comida, boa conversa, bons empregos, bens materiais, estabilidade e senso de permanência em tudo. As gerações novas se agarram, na sua maioria, em valores diferentes. O trabalho não lhes faz sentido da forma como faz pra nós. O luxo também não.

Ainda que na maioria ainda vivam mantidos pelos pais, deixam bem claro que sua vida futura não será pautada pela acumulação de bens

A qualidade de vida parece-lhes mais adequada. Ainda que na maioria ainda vivam mantidos pelos pais, deixam bem claro que sua vida futura não será pautada pela acumulação de bens. Logo, os conceitos da economia também mudarão.

           

Já se vê hoje a tecnologia produzindo sinais de uma economia completamente diferente desde os materiais usados, a forma de se fazer, a forma de se utilizar e, por fim, o novo tipo de moeda mais social que regerá compras, vendas e a produção. Pra quem não crê nesse cenário de gerações, creia que o mundo nos próximos 10 anos será inteiramente guiado pela inteligência artificial, pelas tecnologias e tudo mudará.

           

Como serão os automóveis, a geração de energia elétrica, os sistemas de transportes, as fábricas, as escolas, as universidades, os hospitais, a alimentação, o casamento, a família, a política,  a economia, as religiões, a fé, a arte, etc? Será um salto civilizatório fantástico. O maior de toda a história humana. A maioria ainda dentro da nossa geração.

           

Talvez seja por isso que as gerações citadas nesses artigos sejam tão diferentes e virão a se diferenciar cada vez mais. O mundo está mudando das nossas mãos para as mãos deles. Queiramos ou não!

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

 

onofreribeiro@onofreribeiro.com.bv   www.onofreribeiro.com.br




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